Na cidade

O trilho secreto com água cristalina que é a alternativa ideal às praias do Algarve

O percurso da Fonte Benémola está integrado no geoparque Algarvensis e é um oásis fresco no calor algarvio.
É uma boa alternativa à praia

Dizem que é uma espécie de oásis algarvio, sobretudo no verão, quando as altas temperaturas ameaçam (e cumprem) secar muitos dos pequenos ribeiros do interior. Não é o caso da Fonte Benémola, a estrela do trilho com o mesmo nome que é paisagem protegida, bem no centro do concelho de Loulé.

O passeio no barrocal é cruzamento de várias nascentes, que ajudam a criar um pequeno ecossistema de flores, plantas e animais nos mais de 300 hectares da paisagem. No centro está a ribeira de Menalva, de água absolutamente cristalina, sobretudo nas zonas de espelho de água, criadas por pequenos açudes.

Estima-se que a área tenha mais de 300 espécies de plantas e mais de 100 espécies de aves, mas também de pequenos animais como as salamandras, os tritões, os sapos e a ocasional lontra.

Centrado na água que corre e que emoldura a paisagem, é natural que nas suas margens tenham sido erguidos moinhos, levadas e açudes, que agora são parte integrante do cenário que pode ser visto ao longo do percurso.

Nota: a Fone Benémola é também um centro de observação de libelinhas, com pelo menos três exemplares das 27 espécies que existem no continente europeu.

As famosas poldras

Parte integrante do geoparque Algarvensis — aspirante a candidato a geoparque da UNESCO —, a Fonte Benémola é, por estes dias, também palco de uma instalação artística de Milita Doré. Um evento integrado no Geopalcos, iniciativa que leva à região eventos artísticos no meio da natureza.

Com ou sem arte em exibição, a diretora científica do geoparque, Cristina Veiga Pires, sublinha a existência de “pequenos fósseis” na zona “característica de barrocal”, com “ervas cheirosas” e “muitos morcegos”, que vivem nas “cavidades cársicas e grutas”, e que tendem a surgir ao fim do dia.

A água corre todo o ano

Mas vamos ao trilho: é um percurso circular com 4,2 quilómetros, fácil de percorrer em aproximadamente uma hora. Tudo começa no estacionamento junto à estrada municipal 524, de onde se parte rumo aos painéis informativos sobre a flora.

À chegada à estação ornitológica da Fonte Benémola, existe mais informação sobre as aves existentes no local, rumo ao Olho, a nascente e as famosas poldras, os pequenos blocos de madeira que permitem atravessá-la sem se molhar.

Durante o percurso irá também encontrar um antigo forno de cal, um parque de merendas onde pode descansar, e terminar o percurso entre pequenas pontes, moinhos e cursos de água.

Está integrado no geoparque Algarvensis

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT