Na cidade

A obra que vai revolucionar o Porto fica pronta em 2023

O mega-projeto do lado oriental da cidade já tem arranque previsto para o próximo ano.
Vai ter a primeira rua pedonal suspensa da cidade

Custou, mas avançou. Esta quarta-feira, 21 de outubro, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, recebeu o primeiro-ministro para assinar o auto de consignação da obra — isto significa que está tudo pronto para arrancar com as obras dentro de um ano. E que o projeto que vai ajudar a transformar o lado oriental da cidade deverá ser inaugurado em 2023.

Foi uma viagem atribulada. Projetado e apresentado em 2016, foi obrigado a contornar os diversos obstáculos burocráticos. Só em abril é que o Tribunal de Contas desbloqueou um recurso pendente que permitiu avançar com a iniciativa que, dizem os promotores, estará para o Porto como o Centro Georges Pompidou está para Paris.

A obra irá requalificar o antigo matadouro industrial da cidade, em Campanhã, colado ao Estádio do Dragão e à VCI. Ao fim de 20 anos de abandono total, a autarquia pretende instalar no espaço de 26 mil metros quadrados um centro que inclua não só espaço para empresas, mas também para galerias de arte, auditórios e museus, bem como negócios de restauração.

O desenho do local está a cargo do famoso arquiteto Kengo Kuma, em parceria com o OODA, um gabinete de arquitetura portuense. O japonês foi autor de obras como a do estádio olímpico de Tóquio, que deveria ter recebido a abertura dos Jogos Olímpicos de 2020; mas também o criador do Suntory Museum of Art ou do Besançon Art Center.

Nas imagens, destaca-se a enorme e invulgar cobertura que irá alargar-se por todo o espaço. A fazer a ligação entre a zona do estádio e o matadouro, precisamente sobre uma das vias mais movimentada da cidade, a VCI, estará um passeio pedonal coberto com um jardim suspenso.

“A intervenção que aqui vamos realizar prevê três grandes dimensões programáticas: o desenvolvimento da atividade económica, com a consequente criação de emprego, a instalação de valências culturais que coloquem Campanhã a par das dinâmicas existentes no resto da cidade e o acolhimento de espaços de dinamização social relacionados com o tecido social da zona oriental da cidade”, revelou o autarca portuense durante a cerimónia.

A obra vai ficar a cargo da Mota-Engil, que irá investir 40 milhões de euros no projeto e que garante uma concessão com a duração de 30 anos.

Carregue na galeria para ver como vai ser a transformação do lado oriental da cidade.

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