Na cidade

Obras na Ajuda elevam portas das casas a um metro do chão

O cenário insólito foi divulgado nos últimos dias. Tratam-se de casas da GNR que não estarão habitadas.
As portas da polémica

A imagem fez as habituais rondas nas redes sociais e deixou quase toda a gente estupefacta. Depois das obras na Calçada da Ajuda e do remate da fachada inacabada do Palácio da Ajuda — que se revelou também ele polémico —, a restante via foi ajustada para criar uma situação insólita.

São cinco acessos a casas que viram o nível do passeio descer, sem que o devido ajustamento fosse feito. A mudança levou a que, no caso mais dramático, a porta fique sensivelmente a um metro do solo. À medida que a rua sobe, também a distância ao passeio vai reduzindo, mas sempre em distâncias muito acima do comum e pouco recomendadas.

As obras são das maiores que se fizeram em Lisboa nos últimos anos. Trata-se da conclusão ou, pelo menos, do remate do Palácio Nacional da Ajuda que ficou inacabado há mais de dois séculos. Mas, um vídeo a circular nas redes sociais mostra que as portas de algumas casas ficaram a um metro ou mais de altura, em relação à rua, e sem degraus.

De acordo com Jorge Marques, presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, a obra estará ainda por completar. “Aquela é uma fase, continuará a avançar a intervenção nas casas, criando um acesso ao nível do pavimento, não implicará ter que refazer as casas todas, implicará fazer um acesso só”, revela em declarações à “Rádio Renascença”.

Revela também que as casas não estão habitadas e que, portanto, não se tratava de uma situação de resolução urgente. “Não era uma situação urgente, porque as casas não estão em uso, são casas de serviço da GNR que não estão em uso.”

A urgência da obra, sublinhada por Jorge Marques na entrevista à rádio, terá obrigado à conclusão prematura, sem que houvesse tempo para terminar todos os detalhes não urgentes.

Esta é apenas mais uma polémica que nasce das obras de finalização da ala poente do Palácio da Ajuda, inaugurada em junho. Aconteceu 200 anos depois do início das obras que nunca foram concluídas.

A nova ala que irá acolher o Museu do Tesouro Real adotou uma fachada de linhas contemporâneas, que contrastam com o restante edifício. A nova fachada tem sido alvo de indignação e até de comparações com um radiador.

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