Na cidade

Obras na ciclovia alteram o sentido do trânsito junto à Almirante Reis

Requalificação da via ciclável vai mudar orientação da circulação junto ao mercado de Arroios. E eliminar um corredor Bus.
A ciclovia tme dado que falar.

A ciclovia da avenida Almirante Reis, em Lisboa, tem sido notícia por vários motivos. Depois de ter desaparecido um dos troços cicláveis, na passa quarta-feira, 25 de maio, agora é a requalificação da mesma ciclovia que vai obrigar a mudar a orientação da circulação junto ao mercado de Arroios e à eliminação de um corredor de transportes públicos.

A Câmara Municipal de Lisboa revelou este sábado, 28 de maio, que o projeto de requalificação da ciclovia da avenida Almirante Reis inclui alterações nos sentidos de trânsito. “Vão ser introduzidas alterações nos sentidos de tráfego na área próxima do mercado de Arroios. A rua Carlos Mardel terá o sentido invertido, bem como a rua Rosa Damasceno, e toda rotunda do mercado.” O objetivo é conciliar a circulação das três carreiras de autocarro que vêm da Alameda Dom Afonso Henriques.

O executivo liderado por Carlos Moedas disse ainda que passará a existir “uma viragem à esquerda na avenida Almirante Reis / Alameda Afonso Henriques”, para substituir a viragem à esquerda existente na rua Eduardo Brazão, que será inviabilizada com a instalação da via ciclável bidirecional.

Com a inversão dos sentidos de circulação automóvel junto ao mercado de Arroios, o projeto pretende fazer com que “todo o arruamento tenha o mesmo perfil, mais urbano, mais próximo de um perfil de um arruamento de quarto nível de cariz residencial”, o que implica a eliminação do corredor de transportes públicos existente da rua Carlos Mardel.

“Não faz sentido ter um corredor ‘Bus’ tão reduzido, sem significado do ponto de vista funcional, no meio de um bairro residencial, conferindo ao arruamento um carácter desequilibrado”, indicou o gabinete do presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Relativamente à obra necessária para implementar a solução provisória, o município garante que a mesma envolve apenas “raspagem de pintura e repintura, remoção e localização de balizadores e alteração da localização de ilhas em lancil realizadas recentemente, aquando da instalação da pop-up, para localização dos semáforos, pelo que terá custos reduzidos e obedece a critérios de racionalidade do investimento público”.

Em março, Carlos Moedas disse que a solução imediata para avenida Almirante Reis passava por “acabar com metade da ciclovia”, sublinhado que a longo prazo devia existir um novo projeto da artéria.

Na passada quarta-feira, dia 25 de maio, uma das vias cicláveis desapareceu durante a noite, levando a denúncias de muitos lisboetas nas redes sociais e do vereador do Bloco de Esquerda (BE) Ricardo Moreira.

Moreira mostrou-se “bastante desiludido” com o presidente da autarquia, uma vez que existia o compromisso de agendar uma reunião na próxima segunda-feira, dia 30 de maio, sobre o tema. O BE, o Livre e a vereadora independente do Cidadãos por Lisboa preparavam-se para apresentar uma proposta para que, antes de ser realizada qualquer alteração, fosse apresentado o projeto fundamentado do novo plano para estas ciclovias.

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