Na cidade

Aquário Vasco da Gama vai deixar de ter animais marinhos de grande porte

"Não podemos ter animais de grande porte que não tenham as condições mínimas de habitabilidade só para os mostrar a pessoas."
No sala é uma janela para o oceano.

A Marinha decidiu pôr fim à entrada de animais de grande porte no Aquário Vasco da Gama, em Oeiras. O novo espaço interactivo, que custou cerca de 300 mil euros, nasceu no antigo tanque das otárias que agora é uma sala com efeitos virtuais feita a pensar nos mais novos. Desde logo a começar pelo chão, que parece água. A novidade faz parte de um projeto de modernização do aquário.

A pressão social para acabar com o cativeiro de animais de grande porte sem as condições adequadas levou a Marinha a uma “grande reflexão” que culminou na decisão de libertar os exemplares marinhos de grande porte. “Não podemos ter espécies que não tenham as condições mínimas de habitabilidade só para as mostrar a pessoas. Tem de haver respeito pelos animais”, alerta o comandante Nuno Leitão, diretor do aquário em declarações à revista “Time Out.”

O fundo da sala interativa tem um ecrã gigante, de 20 metros quadrados, “com vários cenários da costa portuguesa, desde a zona rochosa até ao mar profundo ou a de areal, mas com esta particularidade que é o próprio ecrã é interativo, permitindo aos miúdos obter conhecimento das espécies que estão a ver de uma forma muito didática e expedita”, explica o comandante à mesma revista. Com o toque num dos animais que aparece no ecrã, é disponibilizada toda a informação sobre o animal aquático.

Foi ainda criada uma zona onde é possível que os mais novos desenhem e pintem os animais que mais tarde serão colocados na televisão gigante que simula o ecrã. “Isto permite entreter os miúdos, mas também pô-los a pensar naquilo que é a preservação da vida marinha”, diz à “Time Out”.

O Aquário vai ainda receber enguias elétricas, que já se encontram no edifício, mas aguardam as condições ideais para serem postas em exposição. “Sempre que as enguias fizeram uma descarga, as luzes acendem”, explica Nuno Leitão à revista. 

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