Na cidade

OPO City: a “vila dentro da cidade” que vai nascer em Matosinhos

O objetivo é construir edifícios de habitação, comércio e serviços num terreno de 27 hectares.
Um projeto único.

A poucos minutos das principais praias e do aeroporto internacional do Porto vai nascer uma “vila dentro da cidade”. Pelo menos é assim que a construtora Mota Engil apresenta o projeto OPO City, que promete ser “uma nova referência para uma vida social e sustentável”, com um “ecossistema dentro de si, mas conectado ao mundo através da terra, água e ar”.

A construtora está a avançar com um projeto de urbanização de 27 hectares em Perafita e Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, onde deverão ser construídos edifícios de habitação, comércio e serviços, segundo o “Jornal de Noticias”. O projeto imobiliário está em discussão pública até 8 de maio e deverá contemplar os terrenos que estão ocupados, em grande parte, por edificado industrial, perto de uma zona comercial com grandes superfícies, como o Mar Shopping e a IKEA.

O objetivo dos promotores é fazer nascer no local uma comunidade urbana sustentável, alicerçada em infraestruturas que permitam a redução da mobilidade através de veículos poluente. Numa primeira fase do projeto deverão ser construídas as infraestruturas básicas, como água, saneamento e energia, bem como acessibilidades.

“O projeto de loteamento OPO City compreende a realização das infraestruturas subjacentes à concretização de um loteamento, nomeadamente, estrutura viária, rede de abastecimento de água, rede de drenagem de águas residuais, rede de drenagem de águas pluviais, rede de energia elétrica e rede de telecomunicação, bem como a construção de parques subterrâneos de estacionamento público e a renaturalização da ribeira de Joane integrada no âmbito da criação de um parque urbano verde”, descrevem os responsáveis.

A OPO City vai nascer numa área com 27 hectares, onde se tem vindo a verificar uma “crescente tendência de abandono da área de intervenção”. Alguns dos edifícios encontram-se atualmente desocupados e em elevado estado de degradação.

O empreendimento foi apresentado no MIPIM, a maior feira do setor imobiliário do mundo, que se realizou recentemente em Cannes, França, mas ainda não foram divulgados prazos para o arranque das construções. Contudo, estima-se que as obras demorem um ano e meio. 

A primeira fase contemplará a demolição das infraestruturas existentes, implantação topográfica, processos de escavação, aterro e terraplanagem, instalação de redes infraestruturas, construção de caves subterrâneas de estacionamento público, de acessibilidades e de zonas de circulação pedonal e ciclável, pavimentação, renaturalização de linha de água, execução de acabamentos e arranjos exteriores.

“É um empreendimento de uso misto de grande escala que tem a ambição de mudar para si uma nova centralidade composta por unidades comerciais e residenciais”, adianta a Mota Engil em declarações ao “Jornal de Notícias”.

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