Na cidade

Os novos cartões de cidadão já são contactless e vão permitir andar de transportes

A partir desta segunda-feira, os documentos passam a ter um novo design. É o cartão mais seguro do mundo.
É uma grande mudança.

Um novo design, mais segurança, tecnologia contactless e outras funcionalidades. É assim o novo cartão de cidadão, que vai começar a ser emitido a partir desta segunda-feira, 10 de junho. Além das mudanças digitais e físicas, o novo documento de identificação europeia poderá até ser utilizado, mais tarde, nos transportes públicos e como bilhete de concertos ou cinema.

Apesar das mudanças, não há qualquer alteração nos custos dos serviços do documento, avança o Instituto de Registos e Notariado (IRN) ao “Jornal de Notícias”. O novo cartão de cidadão já tinha sido anunciado pelo governo do António Costa. Agora, o lançamento acontece numa data simbólica: no Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

Com uma fotografia maior, bem como o tamanho de letra, para facilitar a identificação do titular, o novo design evoca a calçada portuguesa e o chip passa a estar no verso do documento, em vez de ser impresso na parte da frente. A grande novidade é mesmo o facto de ser contactless e mais seguro.

Foi, aliás, a necessidade de maior segurança que levou à alteração do documento português, que responde a um regulamento europeu aprovado em 2019, que obrigou a reforçar a segurança dos bilhetes de identidade e dos títulos de residência dos cidadãos da União Europeia.

“O design criado cumpre as boas práticas internacionais para os documentos de identificação, sendo neste momento o cartão mais seguro do mundo”, afirma o IRN, em declarações ao “Público”. Como engloba 30 elementos de segurança física, eletrónica e digital, através do recurso a materiais inovadores, é mais resistente à falsificação.

Por ter tecnologia contactless, vai poder ser usado nos transportes públicos de todo o País, de forma a substituir os cartões Viva e Navegante, bem como os bilhetes em papel. Além disso, poderá ser associado a entradas para espetáculos, como concertos ou sessões de cinema, e bilhetes eletrónicas, dispensando os formatos físicos ou a apresentação de uma versão digital.

“É um projeto em evolução e, acompanhando o avanço tecnológico e as necessidades da sociedade, será continuamente melhorado para servir os cidadãos e garantir que o documento de identificação dos portugueses está na vanguarda da inovação e da segurança”, adianta o instituto.

Durante o primeiro mês de emissão do novo modelo, espera-se que 44 mil pessoas, cujos cartões irão caducar, recebam a nova versão. Para os restantes, a mudança será feita à medida que os documentos passarem de validade, ou caso seja necessário emitir uma segunda via.

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