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Os novos passadiços com rotundas na Figueira da Foz estão a causar polémica

Várias publicações nas redes socias afirmam que o projeto está a destruir a praia. Ainda assim, a junta diz que é tudo legal.

“A construção da asneira. Na praia de Quiaios [Figueira da Foz] andam a reconstruir um passadiço longitudinal, mas resolveram multiplicar os passadiços sem necessidade.” Foi desta forma que Vasco Paiva se manifestou nas redes sociais sobre a construção que está a ser feita. Como ele, outras pessoas fizeram o mesmo. Ainda assim, a junta de freguesia diz que está tudo legal e de acordo com os planos previstos.

“Uma ferida aberta sobre as dunas. Um dispêndio inútil de madeira, a ocupação da duna, um choque visual e paisagístico. A junta de freguesia e a câmara da Figueira da Foz devem estar contentes, o fornecedor da madeira tratada e o construtor da obra também”, continuou Vasco Paiva.

Já MC Somsen também comentou o caso. “Não percebo esta fixação de semear passadiços por tudo o que é praia. Mas um passadiço com uma rotunda, como está a ser erguido em Quiaios, Figueira da Foz, acho que ultrapassa o absurdo”, revelou na sua página de Facebook.

Sobre o assunto, a junta de freguesia Quiaios disse ao “Polígrafo”, que as obras têm em vista recuperar e dar nova vida à praia. “Esta intervenção vem reforçar as praias de Quiaios e Murtinheira como um destino turístico de excelência, que alia a aposta na diversificação e qualificação dos equipamentos e infraestruturas de apoio ao turismo com os prementes esforços de mitigação dos efeitos da erosão costeira e de salvaguarda da paisagem natural.”

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responsável pelo projeto, explicou também ao site de fact checking que a intervenção que está ser feita mantém a localização dos antigos passadiços que ali estavam no início dos anos 2000.

Esta construção irá contribuir “para a fixação das areias na duna e a colocação de passadiços sobrelevados permitem a circulação de pessoas evitando o impacto do seu pisoteio sobre o sistema dunar”, disse ainda a APA ao “Polígrafo”.

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