Na cidade

Os novos passadiços que o levam a “mergulhar” na natureza ao longo de 6 quilómetros

O “Trilho dos Passadiços do Tinhela” foi inaugurado no dia 27 de maio, sexta-feira, em Murça. Passa por vários pontos do concelho.
É uma rota circular que começa e termina no mesmo sítio. Foto: Câmara Municipal de Murça.

Uma das atividades favoritas de quem gosta de descobrir os segredos escondidos no meio da natureza é uma caminhada por um longo passadiço. Além de permitir esticar as pernas e respirar ar puro, oferece cenários deslumbrantes. Felizmente, existem cada vez mais estruturas do género em Portugal para descobrir.

A moda destas rotas com passarelas de madeira acabou de chegar à vila de Murça, na região do Douro (distrito de Vila Real). A inauguração do trilho dos Passadiços do Tinhela aconteceu sexta-feira, dia 27 de maio. O percurso junta-se a outros dois que já existiam: o trilho do Tinhela e o da Sobreira — Casa da Floresta — Porrais, mas é a estreia dos passadiços em madeira no concelho. 

É uma pequena rota circular, que começa e termina exatamente no mesmo sítio: na porta de entrada de Murça do Parque Natural Regional do Vale do Tua. “Como o percurso é circular, facilita muito a questão da autonomia do visitante porque permite um enquadramento que engloba os vários monumentos da zona histórica”, explica à NiT António Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de Murça. 

O troço urbano passa por vários pontos com interesse patrimonial e cultural do concelho, como a Oficina Criativa de Turismo, a Adega Cooperativa de Murça, a praceta Soldado Milhões, a Porca de Murça, o antigo convento das Freiras Beneditinas, a igreja Matriz e o Pelourinho Manuelino. “Passa pelas dinâmicas do comércio local, dos produtos relacionados com economia local como o mel, o vinho e a castanha. Também acompanha o percurso do rio Tinhela, um dos rios mais bem preservados da Europa, e apanha a ponte romana”, acrescenta a autarquia. 

Os novos passadiços de Murça têm, portanto, um enquadramento muito natural que permite ao visitante descobrir o património, o modo de vida e a tradição do concelho. 

Com pouco mais de seis quilómetros de extensão, o passadiço demora cerca de duas horas a percorrer, dependendo das paragens efetuadas pelo caminho. Isto porque as estruturas foram colocadas na descida e na margem direita do rio, criando pequenos pontos de observação, com vistas panorâmicas da paisagem.

Mais do que uma mais valia para quem visita Murça, os passadiços também trouxeram vantagens para os moradores do concelho. “Os locais passaram a ter possibilidade de passagem em pequenos troços onde antes era difícil passar. Permite que as pessoas possam andar em segurança por zonas com bastante declínio”, reforça António Marques.

O vice-presidente da autarquia acrescenta ainda que tentaram reduzir ao máximo o impacto que a estrutura poderia ter na paisagem, de modo a preservar a beleza natural da região. O projeto, que foi apresentado em outubro de 2019, pretende que tanto os turistas como os moradores possam “caminhar com total conforto e segurança sem perder a magia de mergulhar na natureza” e “apreciar a enorme riqueza faunística e florística das margens do rio Tinhela”. 

De seguida, carregue na galeria para descobrir os primeiros passadiços em madeira de Murça. 

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