Na cidade

Os Passadiços do Côa já chegaram e querem ser o maior fenómeno do País

As obras atrasaram-se durante a pandemia, porém, tudo acabou da melhor forma. É um projeto único nesta região.
Já foram inaugurados no norte do País.

O objetivo era “aumentar a oferta turística e tornar Côa um ponto de paragem obrigatório”, revela à NiT Pedro Duarte, vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa. Por isso mesmo, entre encostas e socalcos, nasceu um passadiço que une duas paisagens classificadas como Património Mundial pela UNESCO: a Arte Pré-Histórica do Vale do Côa e a Paisagem do Douro Vinhateiro.

São apenas 930 metros de extensão que ligam o Museu do Côa e a desativada estação ferroviária voltada para o Douro. Não deixam, porém, de ser bastante exigentes: “São 890 degraus, com desníveis que vão dos 164 aos 324 metros”, continua o vereador.

Mais do que nunca, temos assistido ao aparecimento de várias construções criativas para dinamizar as localidades mais escondidas de Portugal. Antigamente, as autarquias apostavam na remodelação de miradouros; agora, a tendência é criar cenários maravilhosos para o Instagram. A popularidade dos baloiços e passadiços parece não estar perto de abrandar: continuam a acumular visitantes e o número de partilhas que originam nas redes sociais multiplica-se. Resultado: todas as regiões do País desejam ter uma atração deste género.

Desta vez, foi Vila Nova de Foz Côa que quis acompanhar a moda. Os Passadiços do Côa foram inaugurados no dia 9 de setembro e as fotos já começaram a circular. A reação dos visitantes não podia mesmo estar a ser melhor. Numa forte aposta do Município, apoiado por fundos da União Europeia, este spot é perfeito para caminhar e libertar o stress do dia a dia.

Em julho de 2019, o ministro Adjunto e da Economia assinou no Museu do Côa o contrato de financiamento do projeto Passadiços do Côa, estimado em meio milhão de euros e que previa ligar a unidade museológica ao rio Douro. A inauguração estava prevista para o início de 2022, mas acabou por não se concretizar na data prevista.

A pandemia criou alguns obstáculos e a só agora, depois de um investimento de “cerca de 220 mil euros” — muito abaixo do previsto —, abriu para “responder à valorização dos recursos endógenos, promover a melhoria da competitividade territorial e promover a prática de parcerias entre instituições”.

Através desta infraestrutura, vai haver uma nova forma de contemplar o Vale do Côa e conjugar a sua arte rupestre com a paisagem do Douro Vinhateiro. Não surpreende, portanto, que “os turistas já tenham começado a aparecer e a movimentar os vários serviços ligados aos passadiços”.  

De seguida, carregue na galeria para conhecer os Passadiços do Côa e toda a área do Vale do Côa, território duplamente Património da Humanidade da UNESCO.

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