Sejam os 10 mil passos diários recomendados ou os mínimos olímpicos para as deslocações entre casa e o trabalho, para este objetivo, todos os passos contam. Existe uma nova forma de pôr as empresas a mexer por uma causa nobre: apoiar associações de solidariedade social.
O processo é tão simples como fazer a vida normal. Com a aplicação UPNDO, só o simples facto de andar está a gerar pontos que depois se transformam em dinheiro para doar à sua causa social favorita. A NiT juntou-se à campanha “Health people, health companies”, realizada em parceria com a Edenred, em fevereiro e tornou-se media partner da marca. Até ao momento, a nossa redação já gerou 1.594€ só com o movimento diário de mais de 1,1 mil quilómetros percorridos.
Como é que tudo funciona? Esta é uma plataforma que pretende não só apoiar os que mais precisam — de instituições ligadas a saúde, cuidados, educação, desigualdade —, mas também promover dinâmicas internas nas empresas. No fundo, é uma competição saudável à volta de uma vida ativa.
Assim, em vez de as empresas fazerem doações diretas a uma associação de solidariedade social e ambiental, podem fazê-lo de forma a que os colaboradores também contribuam. Isto porque com a atividade individual, cada um ganha pontos que são convertidos em dinheiro, que pode ser distribuído pelas associações disponíveis.
“A UPNDO tem a missão de transformar energia humana em impacto social. Queremos envolver pessoas e empresas, em Portugal e no mundo, numa nova forma de responsabilidade social, cada passo, cada corrida ou cada atividade ajuda a gerar mais apoio para ONGs que estão a fazer um
trabalho extraordinário”, Álvaro Lopes-Cardoso, fundador da UPNDO.
Hoje em dia, a UPNDO atua em 17 países. Em Portugal, empresas como HANAMI Wonderfoods, Vertical Coworking, Wotels, Robbialac, BytePitch, Edenred e OLISIPO já aderiram a este formato de solidariedade. Já em termos globais, desde a sua criação, em 2021, já foram doados 950 mil euros a mais de 500 Organizações Não Governamentais (ONG).
Com rankings internos, para os colegas se desafiarem a fazer melhor e campanhas sazonais, é fácil manter uma equipa ativa e solidária com a UPNDO, que está disponível para os sistemas iOS e Android. No caso da NiT, as ONG escolhidas pela equipa foram a Associação Crescer, Coração Amarelo, Inspiring Girls Portugal, A Avó Veio Trabalhar e a Terra dos Sonhos.
Na Terra dos Sonhos, o impacto transforma as vidas de quem é ajudado
No arranque deste ano, a Terra dos Sonhos juntou-se à plataforma, depois de o CEO da UPNDO, Álvaro Lopes, visitar a casa da associação. A ajudar crianças, jovens e adultos em situações de vulnerabilidade desde 2007, o mais importante é dar a conhecer a sua missão ao público, de forma a apoiar cada vez mais pessoas.
“A UPNDO dá-nos visibilidade junto de empresas, mas também explora um modo prático de ajudar. Mobiliza os colaboradores a fazerem algo simples com um propósito. É gratificante perceber que podemos ajudar de forma tão fácil”, explica Rosário Fonseca, coordenadora da angariação de fundos e comunicação da Terra dos Sonhos.
Esta associação começou por se dedicar a realizar sonhos de crianças e jovens com doenças crónicas ou em estado terminal. Porém, a partir de 2007, evoluiu muito para além disso. A Terra dos Sonhos já realizou quase 900 sonhos, onde se incluem idas à Lapónia e até uma visita ao Papa no Vaticano — além de duas novas áreas de atuação.
Nos últimos seis anos, 60 jovens institucionalizados foram apoiados para transitarem para uma vida adulta autónoma, no âmbito do projeto Oficina dos Sonhos. Pouco antes, em 2019, a organização começou também a dar apoio a cerca de 400 doentes oncológicos e aos seus cuidadores, através de guias em saúde, profissionais que apoiam todo o processo de gestão da doença.
“Sabemos que os pacientes ficam perdidos quando recebem um diagnóstico destes. O WeGuide conta com uma pessoa que acompanha o doente por seis meses, estrutura as rotinas de consultas e tratamentos, e também dá apoio emocional. O diagnóstico não se pode mudar, mas a atitude sim. Há muitos que acabam o acompanhamento mas mantêm a relação com o projeto porque lhes faz bem”, acrescenta Rosário Fonseca.
Com uma equipa fixa de 25 colaboradores, a instituição quer acima de tudo chegar ao maior número de pessoas que puder apoiar.
“Tive oportunidade de participar como voluntária numa das iniciativas em pediatria no Natal do ano passado, a proporcionar animação e distribuir presentes simbólicos, e é uma experiência verdadeiramente transformadora. Damos um pequeno mimo e recebemos um enorme sorriso. É duro, mas ajuda-nos a relativizar os problemas da vida”.

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