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Pela primeira vez em 20 anos há mais de mil linces na Península Ibérica

Agora, com 1.111 exemplares, o lince ibérico mostrou um crescimento de 30 por cento face a 2019.
O lince ibérico já ultrapassou os mil exemplares.

No ano passado, pela primeira vez em 20 anos, foram contabilizados 1.111 linces ibéricos em toda a Península Ibérica. Este número revela um crescimento de 30 por cento em comparação com 2019, quando havia apenas 855 animais desta espécie.

As libertações dos linces começaram em 2011. Desde aí, já foram reintroduzidos 305 exemplares. Teresa Ribera, a vice-presidente e ministra para a Transição Ecológica de Espanha, afirma, citada pela Lusa, que esta informação “supera todas as expetativas iniciais” para o programa.

O Ministério daquele país destaca também a importância das administrações autónomas da Andaluzia, Castela-La Mancha e Extremadura e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas de Portugal, pois é nessas regiões que estão os centros de reprodução da espécie. Na verdade, mais de metade dos linces ibéricos habitam em Andaluzia, Espanha.

No ano passado, registaram-se 414 nascimentos, dos quais 239 foram fêmeas reprodutoras, o que também tem tido impacto no crescimento desta espécie — que poderia estar agora perto da extinção, como aconteceu em 2002, quando havia menos de 100 linces ibéricos em toda a Península. Os números são assim positivos, mas é preciso relembrar que o felino ainda se encontra em “risco crítico de desaparecimento”.

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