Na cidade

Só pensa em ir à praia? As regras anti-covid deste ano já estão definidas

As medidas a seguir são em grande maioria semelhantes às do ano passado.
Pequenos paraísos nacionais.

Na primavera de 2020, quando o mundo ainda se tentava adaptar a uma trágica e inesperada pandemia — e a planear a melhor forma de viver uma época balnear e um verão em circunstâncias extremas de higiene e distanciamento social — falou-se e experimentou-se um pouco de tudo. 

Em algumas partes do mundo foram desinfetadas praias inteiras com lixívia, o que se traduziu numa tragédia ambiental; pensaram-se praias com acrílicos, uma espécie de gabinetes de plástico, onde as pessoas, no mínimo, correriam risco de insolação; criaram-se marcas em alguns areais, bandeirolas de distanciamento noutras; sinais nos passadiços de madeira, toalhas XXL para promover a distância.

A realidade raramente chegou, na prática, a extremos e pelo menos em Portugal acabámos por viver um verão relativamente tranquilo, mas com regras bem claras e definidas. Regras essas que estão de volta, anunciou o governo a semanas do início de mais uma época balnear.

Na passada quinta-feira, o executivo revelou que já aprovou as regras de acesso e ocupação das praias durante a época balnear, com muitas semelhanças em relação ao ano passado e algumas diferenças apenas ao nível da atividade desportiva no areal e da utilização de equipamentos de lazer.

A ministra da Presidência revelou que se mantêm “em larga medida” as regras aplicadas na época balnear de 2020, tal como a necessidade de uso de máscara no acesso aos cafés ou restaurantes e às casas de banho — e a não necessidade de uso de máscara no areal.

Num comunicado do governo entretanto disponibilizado e citado pela Lusa, adianta-se ainda que “os utentes das praias e as entidades concessionárias devem cumprir as normas e orientações emitidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), assegurar o distanciamento físico de segurança, a etiqueta respiratória e a limpeza e higienização dos espaços, proceder à higienização frequente das mãos, e utilizar máscara, quando tal se revele necessário e adequado”.

No ano passado foi determinado que os utentes das praias deviam assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, o que se deverá manter então este ano.

Nos toldos, colmos e barracas de praia, em regra, cada pessoa ou grupo só podia alugar de manhã ou tarde, com o máximo de cinco utentes. Foi também instalada uma “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indicava ocupação baixa (1/3), amarelo ocupação elevada (2/3) e vermelho ocupação plena (3/3): tudo medidas que, a avaliar pelas recentes declarações do governo, se deverão repetir.

A informação sobre o estado de ocupação das praias era atualizada de forma contínua e em tempo real na aplicação Info praia.

Por especificar ficam as alterações a introduzir este ano em relação então às atividades desportivas. Em 2020, a utilização do areal estava interdita a “atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares”.

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