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Péssimas notícias: aquecimento dos oceanos já não tem solução possível

O fenómeno causado pelas alterações climáticas afeta todos os mares do planeta e atingiu ainda em 2014, um "ponto sem retorno".
Dificilmente a situação melhorará.

Foi publicado a 1 de fevereiro um novo estudo na revista científica “Plos Climate” que afirma que o aquecimento dos oceanos ultrapassou, ainda em 2014, um “ponto sem retorno”.

Segundo os cientistas responsáveis pelo artigo, este aumento surge devido à subida global das temperaturas. “As alterações climáticas não são algo incerto que podem acontecer num futuro distante. São um facto histórico que já ocorreu”, escreve Kyle Van Houtan, um dos responsáveis pela investigação.

Aproveita ainda para deixar um aviso: “As mudanças extremas no clima estão aqui, nos oceanos, e os oceanos sustentam toda a vida na Terra.”

Há um século, as altas temperaturas no mar eram verificadas apenas 2 por cento do tempo, enquanto que em 2014 esse valor subiu para, pelo menos, 50 por cento.

O aquecimento global é um fenómeno que afeta todo o mundo, e claro que Portugal não é exceção. Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), janeiro de 2022 deverá situar-se entre os três mais secos dos últimos 20 anos devido à falta de chuva que marcou o primeiro mês do ano.

“A seca meteorológica que se iniciou em todo o território em novembro de 2021, mantém-se e agravou-se à data de 25 de Janeiro de 2022 no território continental”, lê-se num boletim divulgado pelo instituto. A seca moderada atinge 54 por cento do território, 34 por cento em seca severa e 11 por cento em seca extrema.

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