Na cidade

Pitões das Júnias: a aldeia com neve e parada no tempo que tem de visitar no inverno

Siga o lindo trilho que termina numa cascata de água cristalina. Pelo caminho ainda encontra vários monumentos abandonados no Gerês.
Fotografia do Instagram de @rimamarti.

Portugal até pode ser pequeno, mas a verdade é que está cheio de tesouros escondidos. Temos passadiços com vistas lindas, cascatas que servem de cenário para as melhores fotos do Instagram e aldeias que parecem saídas dos contos de fadas. Muitos já passaram pelo Parque Nacional Peneda-Gerês, mas nem se aperceberam de um lugarejo escondido que ali se encontra.

Assim que entra na aldeia de Pitões das Júnias, é imediatamente transportado para a época medieval, graças às rústicas casas de pedra que encontramos espalhadas pelos aproximadamente 35 quilómetros quadrados da localidade. Além disso, é uma terra bastante ligada à agricultura, onde os cerca de 160 moradores aproveitam todo o terreno que os rodeia para plantarem os alimentos de que precisam. Resumidamente, é um destino ideal para escapar aos stresses da vida moderna.

A sua origem está diretamente relacionada com a fundação do Mosteiro de Santa Maria das Júnias — classificado como Monumento Nacional — no século XII. Este mosteiro, situado a dois quilómetros a sul da aldeia e ao pé de pequenos rios com água cristalina, pode ter tido a função de apoiar os peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela, embora tal não seja 100 por cento confirmado, uma vez que a escassa documentação existente dificulta o conhecimento da sua história. Pode passar despercebida, mas é uma das aldeias mais altas de Portugal, situada a aproximadamente 1100 metros de altitude.

Uma das maiores atrações de Pitões das Júnias são as lindas paisagens montanhosas e verdejantes — verdadeiros postais emoldurados pelas planuras verdes da Mourela. É normal encontrar ovelhas a serem guiadas pelos pastores ou veados que permanecem em paz no seu habitat natural.

Apesar de ainda ser um tesouro escondido para muitos, já foi descoberto por outra parte da população. Com o passar dos anos, o turismo nesta aldeia medieval tem vindo a aumentar. Esta tendência verifica-se, por exemplo, no nascimento de restaurantes, turismos rurais e até de um passadiço que nos leva à cascata de Pitões das Júnias, outro polo que merece uma visita.

Caso queira descobrir a maravilhosa cascata num estilo mais aventureiro, pode sempre seguir o trilho, que tem início no cemitério e que se prolonga por quatro quilómetros. Pelo caminho vislumbra logo a água que flui da cascata, as cores das plantas, respira o ar puro que o Gerês tem para oferecer e encontra um lindo miradouro com vista sobre os planaltos. Ao longo do percurso encontra várias oportunidades para tirar fotografias para o Instagram. Pode ainda chegar ao topo de outra cascata, a do Ribeirinho de Campesinho, embora a sua altitude não seja aconselhável para os vertiginosos.

No entanto, com a chegada do inverno, muitas daquelas cores vivas do verão são substituídas pelo branco da neve. O resultado é uma paisagem que não é visível em muitas zonas do País. “Situada a cerca de 1200 metros de altitude, esta ‘obra prima’ do concelho de Montalegre é habitualmente pintada de branco no inverno, em contraste pelo azul do céu, numa moldura extraordinária que vale a pena contemplar”, lê-se no site oficial da aldeola.

No famoso percurso pedestre também passa por vários monumentos infelizmente abandonados, como o Mosteiro de Pitões das Júnias, cuja arquitetura parece ter sido tirada de um conto de fantasia. À noite (e convém que esteja bem abrigado) as estrelas parecem mais brilhantes do que nunca, uma vez que a aldeia se situa a tantos metros de altitude, com uma calma e escuridão incríveis.

Carregue na galeria para conhecer melhor esta aldeia secreta e maravilhosa do nosso País.

 

 

 

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT