Na cidade

A polémica dos prémios do setor do turismo pode ter vindo para ficar

O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve demitiu-se depois de ter insinuado que prémios eram comprados.
Novidades para breve.

Tudo começou na passada sexta-feira, 26 de março. O então presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) afirmava, numa entrevista ao “i”, que o setor do turismo no Algarve vivia dias terríveis, com a Páscoa deste ano a ser dada como perdida e a última esperança dos empresários a residir no verão.

Numa conversa com o jornal sobre os detalhes das dificuldades que assolam o seu setor, Elidérico Viegas dizia ainda — quando questionado sobre os reiterados e recentes prémios turísticos que Portugal recebia, se poderiam ajudar —, que estes só contavam por cá. “Estes prémios que andamos a apregoar com frequência são prémios atribuídos por estruturas ou organizações privadas que têm como fim o lucro e que vendem lugares em função dos preços que se pagam”.

A polémica estalou. A insinuação de que os prémios seriam comprados levou Viegas a anunciar que se iria demitir do seu cargo, intenção avançada no fim de semana pela própria Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve. Esta frisou ainda que a restante direção não se revia nas declarações do seu então presidente.

Esta segunda-feira, 29 de março, é no entanto percetível que a situação poderá não acalmar em breve. Isto porque, vários empresários turísticos no anonimato ao “i”, voltam a garantir que tudo é negociável. Por 500 libras, perto de 600€, é possível ser nomeado, até ganhar é “tudo negociado”. O jornal adianta assim que por cerca desses 584 euros as entidades e também empresários podem-se candidatar aos “famosos” World Travel Awards e depois de serem nomeados é uma questão de negociar. O “i” não adianta no entanto mais detalhes sobre os empresários ou cargos que terão prestado estas declarações.

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