Em 2021, Sara Bastos decidiu deixar a vida em Faro, no Algarve, e mudar-se para uma quinta em Vila Nova da Baronia, no Alentejo. A treinadora de cães queria ter uma rotina mais tranquila e proporcionar também melhores experiências aos seus animais.
Na nova casa, decidiu aproveitar tudo o que o campo tinha para oferecer e deu início à criação da própria horta. “Comecei a plantar e, como não sabia assim tanta coisa sobre o tema, decidi partilhar com as pessoas a experiência de quem está a aprender”, começa por contar à NiT a também criadora de conteúdos de 32 anos.
Foi partilhando vídeos no Instagram, onde é conhecida como Sara do Alentejo, para mostrar a nova jornada. Há cerca de três meses, porém, teve uma nova ideia: incentivar mais pessoas a juntar-se à comunidade que criou nos últimos anos.
“Pensei num novo desafio porque senti que estava estagnada”, confessa. “Foi assim que tive a ideia de lançar este projeto: por cada novo seguidor, uma planta, para também criar uma relação com as pessoas que seguem o meu trabalho”, explica à NiT.
Para tornar tudo mais simples, e não correr a plantar algo sempre que alguém a segue (o que seria pouco prático), Sara procura juntar entre 20 e 30 pessoas. “Depois, vejo o que é que está dentro da época, entre legumes e vegetais. Só as flores é que costumo plantar o ano inteiro”, explica.
A criadora de conteúdos faz um tabuleiro com sementes novas e planta várias em homenagem a cada seguidor. No seu site, tem uma lista com o nome de cada um deles, bem como a espécie de planta que cultivou em seu nome.
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Por outro lado, também recebe pedidos especiais. “Houve uma nova seguidora que me perguntou se podia plantar um girassol, porque era a flor preferida da mãe, que já tinha morrido”, explica.
No Jardim dos Amigos, o nome que deu ao espaço onde já plantou várias flores, cultivou vários girassóis em sua homenagem. Nesta mesma zona, criou também um pequeno lago para as abelhas, de forma a incentivar a polinização.
Desde que arrancou com a ideia, em abril, diz já ter plantado mais de duas mil sementes. E, com cada uma, aprende uma nova técnica. “Antes de vir para o Alentejo já tinha algum interesse por plantas, mas, na verdade, era aquela clássica assassina de plantas”, conta, entre risos.
Na nova casa, a relação com as plantas começou a correr melhor e, desde então, aprendeu a cuidar de várias espécies. “Tenho uma caixa de sapatos, que é o meu tesouro. Sempre que vou a um sítio diferente, compro um pacote de sementes ou peço a alguém. Já tive seguidores que me enviaram algumas”, partilha. “A minha vida acaba por ser como a história do João e o Pé de Feijão, ou seja, recebo uma semente e não sei propriamente o que é que vai ser. Sei a altura certa que tenho de plantar.”
Quando miúda, já tinha vivido em Vila Nova da Baronia — apesar de ter nascido em Lisboa. Desde a infância, tinha uma forte ligação com os animais e daí ter seguido esta área. Além de treinadora, é fundadora de uma estadia familiar para cães, o Pátem Calma.
Ainda em Faro, começou a ter cada vez mais cães — é tutora de sete atualmente — e a necessidade de dar-lhes uma melhor qualidade de vida fez com que procurasse uma casa no campo. “Aqui não tenho vizinhos e eles têm imenso espaço”.
Sara é ainda tutora de oito gatos, além de cuidar de cabras e galinhas. “Já trabalhava com animais há muito tempo, as plantas é que surgiram depois. Mas como comecei a estudar muito essa temática do a’ Uma Só Saúde’, que diz que o nosso bem-estar está ligado à saúde dos animais e ao meio ambiente, quis criar um espaço que fosse benéfico para todos.”
Para “ter” a própria planta, basta seguir Sara no Instagram.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias da rotina da criadora de conteúdos.

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