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Portugal vai voltar a ficar às escuras durante uma hora

A Hora do Planeta vai realizar-se 28 de março, um sábado, das 20h30 às 21h30. O objetivo é apagar as luzes não essenciais.

Portugal vai voltar a participar num apagão simbólico para assinalar a Hora do Planeta. Tal como é habitual, o evento acontece no último sábado de março, que este ano será no dia 28. O objetivo é que todas as luzes não essenciais sejam desligadas das 20h30 às 21h30.

Desde 2007 que várias cidades de todos os cantos do mundo apagam as luzes precisamente ao mesmo tempo, numa tomada de posição contra as mudanças climáticas. A iniciativa é promovida pela World Wide Fund For Nature (WWF).

Nos últimos anos, vários monumentos portugueses aderirem à iniciativa, como os Paços do Concelho e o Castelo de São Jorge, em Lisboa; a Ponte da Arrábida e a Ponte do Freixo, no Porto, entre vários outros. É também habitual serem realizadas diversas atividades de norte a sul do país. 

“A Hora do Planeta não pretende poupar energia durante uma hora: pretende acender consciências. É um convite para parar, desligar e dedicar tempo ao que verdadeiramente importa: o futuro do nosso planeta”, referiu Ângela Morgado, diretora-executiva da WWF Portugal.

A Hora do Planeta vai celebrar os 20 anos em 2026 e a diretora convida a todos a “juntarem‑se à Maior Hora pelo Planeta, participando nas atividades ao longo do dia ou, simplesmente, dedicando 60 minutos à natureza, seja em casa, com amigos.”

O simples gesto simbólico começou em 2007, em Sidney, na Austrália, quando 2,2 milhões de pessoas e mais de duas mil empresas apagaram as luzes por uma hora numa tomada de posição contra as mudanças climáticas.

Um ano depois, esta hora tornou-­se um movimento de sustentabilidade global com mais de 50 milhões de pessoas em 135 países a mostrarem o seu apoio à causa ao desligarem simbolicamente as suas luzes. Vários países associaram-se à iniciativa e não tardou vermos grandes marcos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Golden Gate, em São Francisco, o Coliseu de Roma ou a Torre Eiffel, em Paris, ficarem sem luz pela causa.

Já em Portugal, o arranque foi tímido: nos primeiros anos ouvíamos falar da Hora do Planeta de passagem nas notícias, depois começámos a ver ações nas principais metrópoles ou concelhos mais ativos. Agora, são mais de 70 os municípios portugueses que aderem à iniciativa.

Este ano, entre 27 de março e 2 de abril, a Praça Central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, vai acolher a exposição “Lights Off, Nature On”, um percurso visual composto por grandes painéis e cubos fotográficos que contam a evolução da iniciativa desde a primeira edição.

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