Na cidade

Portugueses são dos europeus que mais frio passam nas suas casas

Os preços da eletricidade, associados à estrutura de muitos edifícios, leva a que seja mais difícil aquecê-las.
São frias.

Quem costuma viajar, sente bem a diferença: se em Portugal, o clima é mais ameno, mesmo no inverno, do que na maioria da Europa, a verdade é que os restantes países se preparam há largas décadas para os meses mais inóspitos, e soluções como aquecimento central são dados adquiridos em quase todos os lares. 

Segundo um estudo do Eurostat, Portugal é um dos países onde é mais difícil manter a casa quente no inverno, devido a dificuldades energéticas, mas também à própria estrutura das casas.

Juntando isto às circunstâncias e diferenças salariais e, de acordo com um outro documento divulgado esta semana, Portugal é o quarto país em pior situação quanto ao aquecimento das casas em termos de capacidade financeira.

Isto porque, de acordo com a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) que divulgou o alerta, os baixos salários de vários cidadãos não acompanham a evolução dos preços da eletricidade. Na Europa, segundo a CES, quase três milhões de trabalhadores europeus, 15 por cento, não tem posses para aquecer a casa devido aos baixos salários.

Segundo o “DN” que cita a análise da CES, os baixos salários na Europa implicam que 2.713.578 trabalhadores não consigam suportar o preço do aquecimento das suas casas, até porque os preços da energia têm vindo a subir em todo o continente.

Com a chegada do outono, a Confederação veio assim frisar que 15 por cento dos trabalhadores pobres da Europa não poderão ligar o aquecimento em casa e que situação é mais grave em 10 Estados-membros da União Europeia que ao longo da última década viram os preços da eletricidade subir.

Segundo o estudo, o Chipre é o país com a maior percentagem de trabalhadores pobres que não podem suportar os custos da energia para aquecimento seguido da Bulgária e Lituânia. Portugal segue-se então em quarto, com 30,6 por cento dos trabalhadores estimados nesta situação, vindo depois a Grécia e a Itália.

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