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Praia do Porto Santo foi invadida por espécie parecida com a caravela portuguesa

Os veleiros são menos perigosos, mas o contacto com a pele também pode trazer alguns riscos.

A praia do Porto Santo, no arquipélago da Madeira, acordou este domingo, 19 de abril, com a areia coberta por veleiros. Tratam-se de organismos marinhos da espécie Velella velella que surgiram ao longo do litoral em grandes quantidades. Trata-se de uma espécie que é “prima” da família das alforrecas, mas não são tóxicos. Podem, no entanto, ter um efeito urticante. 

Com uma tonalidade azul característica, estes pequenos seres espalharam-se por uma área extensa. Criaram, assim, uma paisagem pouco comum que chamou a atenção de quem por ali passou durante a manhã.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a espécie Velella velella pode facilmente ser confundida com a caravela-portuguesa. Ainda assim, esclarece que “ao contrário desta última espécie, os veleiros são inofensivos, não havendo evidências de causar queimaduras e problemas de saúde”.

“Estas duas espécies Velella velella e Physalis physalis (caravela portuguesa) podem ser confundidas por apresentarem algumas semelhanças, sendo ambas de cor azulada e flutuando à superfície do mar, sendo frequentemente avistadas na nossa costa”, acrescenta a mesma entidade.

Tal como outros organismos semelhantes, os veleiros possuem células urticantes, chamadas nematocistos, usadas para capturar presas microscópicas. No entanto, ao contrário de algumas medusas mais perigosas, o seu veneno é relativamente fraco para os humanos.

Em caso de contacto com a pele, a maioria das pessoas não sente praticamente nada ou pode apenas notar uma ligeira irritação, comichão ou vermelhidão localizada. Em indivíduos mais sensíveis, pode ocorrer uma reação cutânea um pouco mais incómoda, mas, regra geral, não representa perigo significativo para a saúde.

Ainda assim, é aconselhável evitar tocar diretamente nestes seres, sobretudo se estiverem frescos, e lavar a zona afetada com água do mar (não água doce, que pode agravar a libertação de toxinas).

Fotografia: Manuel Araújo

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