Na cidade

Preço das casas desceu 9% nas freguesias onde foram proibidos novos alojamentos locais

As vendas de habitações nestas zonas de Lisboa diminuíram 20 por cento. Em março, a autarquia alargou a medida a mais freguesias.
O mercado já está a ser impactado.

Os preços das casas recuaram 9 por cento e as vendas diminuíram 20 por cento nos bairros lisboetas onde foi proibida a criação de novos alojamentos locais. A notícia foi avançada pelo “Público”, que citou o estudo “O Mercado Imobiliário em Portugal”, liderado pelo economista Paulo Rodrigues.

A decisão da autarquia da capital foi tomada em 2018, e suspendeu os novos registos em bairros onde consideraram que o “limiar mínimo do uso habitacional” estava em risco. As zonas de contenção definidas incluem o Bairro Alto, Madragoa, Castelo, Alfama, Mouraria, Colina de Santana e Graça. Também na Baixa, Avenida da Liberdade e Avenida Almirante Reis deixou de ser permitido o registo de novos empreendimentos de alojamento local.

A 22 de março deste ano foram novamente suspensos os novos registos de alojamento local em 14 freguesias de Lisboa. As medidas foram aplicadas nas áreas geográficas em que o “rácio entre o número de estabelecimentos de alojamento local e o número de fogos de habitação permanente atual seja igual ou superior a 2,5 por cento, ou que se venha a verificar no decurso da suspensão”.

Atualmente, este rácio verifica-se nas freguesias de Santa Maria Maior, Misericórdia, Santo António, São Vicente, Arroios, Estrela, Avenidas Novas, Alcântara, Belém, Campo de Ourique, Parque das Nações e Penha de França, Ajuda e Areeiro.

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