Na cidade

Prepare-se. Alerta de sismos é acionado esta sexta-feira em Lisboa

As sirenes vão soar para sensibilizar a população para as medidas de prevenção de uma catástrofe natural.
Os especialistas apertaram a vigilância.

A sirene de alerta de tsunami nos Paços do Conselho, Lisboa, vai ser acionada esta sexta-feira, 1 de março. O alarme será acionado como parte de um exercício de simulação. A iniciativa, anunciada pela autarquia esta quarta-feira, 28 de fevereiro, visa testar o sistema de alerta e avaliar o nível de prontidão da capital em caso de catástrofe natural.

A iniciativa serve ainda para assinalar o Dia Internacional da Proteção Civil, que se assinala esta sexta.feira. Os alarmes irão soar a partir das 11h30 para colocar à prova a eficácia do Sistema Municipal de Aviso e Alerta de Tsunami. Durante o teste, espera-se que a sirene emita sinais sonoros em intervalos de aproximadamente dez minutos, podendo repetir-se várias vezes ao longo da manhã.

As placas tectónicas da Eurásia e da Núbia convergem ao largo do sul de Portugal continental, aumentando o risco de sismo. As várias falhas ativas existentes nesta região são, aliás, responsáveis pela maioria dos sismos registados em território nacional.

Os especialistas são unânimes: o nosso País irá, quase inevitavelmente, ser afetado por um abalo de dimensão semelhante à do terramoto de 1755. Porém, é impossível prever se irá acontecer no próximo ano ou daqui a 200 anos.

Associados a sismos vêm muitas vezes maremotos — tal como aconteceu, aliás, em 1755 — e também aqui, a capital está em risco pela sua enorme frente ribeirinha.

Como todo o cuidado é pouco, a Câmara Municipal de Lisboa tomou medidas. E estas incluem a instalação de um sistema de aviso à população, com duas sirenes e dois painéis informativos digitais na Praça do Império e na Ribeira das Naus, e de sinalética vertical de evacuação de emergência (percursos de evacuação e pontos de encontro), a que se juntam a realização de ações de sensibilização e informação pública sobre o risco de tsunami na cidade, como a que acontece esta sexta-feira.

“Lisboa está já a preparar-se para este risco”, assegurou o vereador Ângelo Pereira. E refere ainda que o fenómeno das alterações climáticas, a história e a geografia da cidade determinam a “possibilidade real da ocorrência de sismos, com maremotos a eles associados, um risco exponenciado pela grande frente ribeirinha”.

Como medida de antecipação e prevenção, o Serviço Municipal de Proteção Civil aconselha os cidadãos a estarem informados sobre as zonas expostas a perigo de tsunami, a elaborem um plano de emergência familiar e a conhecerem o do seu local de trabalho ou escola, e a combinarem uma forma de contacto alternativo e um local de reunião.

Recomendam ainda a preparação de um kit de emergência, com “água e alimentos não perecíveis, lanterna, rádio, agasalhos, estojo de primeiros socorros, artigos de higiene pessoal, apito, canivete multifunções e cópia dos documentos pessoais”, e o conhecimento da sinalização de percursos de evacuação e de pontos de encontro.

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