Na cidade

Prepare-se para o calor tórrido: temperaturas podem chegar quase aos 40 graus

Santarém, Setúbal, Beja e Évora vão ser os distritos mais quentes esta sexta-feira. O perigo de incêndio rural vai agravar-se.
Vai estar muito calor.

Já entrámos no outono há alguns dias, mas o tempo continua a ser de verão — e parece que o calor tórrido vai manter-se nos próximos dias. Os valores vão estar mais elevados do que o normal para esta época do ano e as temperaturas máximas podem mesmo chegar perto dos 40 graus esta sexta-feira, 6 de outubro, alertou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os termómetros podem atingir os 38 graus em Santarém, 37 em Setúbal e 36 em Évora e Beja. Devido ao calor tórrido que se vai sentir, o IPMA colocou nove distritos de Portugal continental sob aviso amarelo entre as nove horas de sexta-feira e as 18 horas de sábado. Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga também vão sofrer com a “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

O perigo de incêndio rural vai agravar-se gradualmente até ao início do fim de semana. Este risco de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vai de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O observatório europeu Copernicus anunciou esta quinta-feira, 5 de outubro, que nunca houve um mês de setembro tão quente como este ano. Com uma temperatura média global à superfície de 16,38 graus, os últimos 30 dias foram uma “anomalia sem precedentes”, ultrapassando o recorde estabelecido em 2020, por uma margem de 0,5 graus.

Se as temperaturas continuarem tão elevadas, é bem possível que outubro também bata novos recordes, até porque os termómetros estão significativamente acima do normal. O boletim meteorológico do IPMA revela que os valores poderão ser até 1,5 graus mais quentes daquilo que é habitual para o décimo mês do ano.

As primeiras estimativas do Instituto apontam para uma aguardada descida na segunda quinzena, podendo ficar 0,5 graus abaixo da média. Caso isso aconteça, não será o mês de outubro mais quente dos últimos anos. Os valores recorde ocorreram em 2017 (19,57 graus), 2014 (18,95) e 2011 (18,91).

Como dá para ver, o mês tem ficado mais quente com o passar dos anos. Em 2021, a média foi de 17,73 graus. No ano passado, o registo foi ainda mais elevado: 18,73. “Nas últimas décadas temos assistido a uma subida da temperatura média e uma redução drástica da ocorrência de neve e geadas na Europa”, explica Mário Marques, climatologista da Planoclima, aqui citado pela CNN Portugal.

Devido às alterações climáticas, garante, “a atmosfera está a aquecer cada vez mais, o que confirma a subida das temperaturas. Até mesmo os glaciares, os nevões entre outono e inverno, está tudo a mudar. Estamos a assistir a situações que só pensávamos que iríamos ver em 2040”. 

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