Na cidade

Prepare-se para um Natal muito menos luminoso e sem tanta magia nas ruas

É uma das medidas que constam do plano de poupança de energia aprovado pelo Governo e divulgado esta terça-feira, 27 de setembro.
O Terreiro do Paço iluminado.

Os fãs das decorações iluminadas de Natal vão ter de se organizar e marcar as horas do início e fim do passeio à descoberta das ruas cintilantes. Este ano só vão estar ligadas entre as 18 horas e a meia noite, na maioria dos locais.

A redução do período de funcionamento da iluminação natalícia é uma das dezenas de medidas que constam do plano de poupança de energia aprovado pelo Governo e divulgado esta terça-feira, 27 de setembro.

Para a administração pública local, onde se incluem os municípios, a medida é uma recomendação, nas zonas sob alçada direta do Estado é de implementação obrigatória. O governo da Madeira já reagiu e diz que não vai limitar a iluminação decorativa no Natal por considerar que faz parte da “identidade regional” e da “atratividade turística” do arquipélago, explicou o chefe do executivo, Miguel Albuquerque, aqui citado pelo “Notícias ao Minuto”.

Além das decorações natalícias também a iluminação dos edifícios com caráter decorativo será desligada a partir das 22 horas, no inverno e a partir das 23 no verão. Já a iluminação exterior decorativa deverá ser desligada a partir da meia-noite, “salvaguardando questões de segurança”.

O Governo recomendou ainda “práticas de gestão dos recursos humanos que permitam a redução dos consumos energéticos”. E deu o exemplo do teletrabalho, alertando para a avaliação das poupanças energéticas da decisão. E não se ficou por aqui. Aconselhou também os automibilistas a reduzirem a velocidade máxima nas estradas para os 100 quilómetros/hora.

O ar condicionado não foi esquecido. A temperatura máxima no inverno será de 18ºC no inverno e o mínimo de 25°C no verão. Para conseguir manter uma temperatura amena, a diretiva lembra que os espaços com entrada direta para a rua com sistema de climatização ligado devem manter portas e janelas fechadas.

No campo da poupança hídrica, o documento apela à redução do tempo de água corrente, a regulação da temperatura dos sistemas de aquecimento consoante a estação do ano, assim como programar a rega para horários de menor evaporação. O Executivo pediu também a correção da orientação dos dispositivos de água colocados em jardins de forma a eliminar desperdícios de água.

O plano, lê-se na resolução, “surge na sequência da crise geopolítica que se faz sentir atualmente na Europa, com graves consequências para o setor da energia, sendo um dos instrumentos que responde ao repto da redução voluntária de 15 por cento do consumo energético lançado aos Estados Membros da União Europeia (UE)”. E, caso a UE lance um alerta relativo à necessidade de reduzir drasticamente o consumo de energia nos 27 estados-membros, estas medidas podem passar a ser obrigatórias.

Se já está com saudades das decorações natalícias. Carregue na galeria para recordar como Lisboa estava decorada no ano passado.

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