Na cidade

Presidente da Carris reage à tragédia. Diz que protocolo foi “escrupulosamente cumprido”

Pedro Bogas revelou que, há 14 anos, a manutenção “é assegurada por uma empresa externa”. Não comentou o estado do motorista.

O presidente da Conselho de Administração da Carris, Pedro Bogas comentou o acidente que provocou o descarrilamento do Ascensor da Glória, em Lisboa, no final da tarde desta quarta-feira, 3 de setembro, provocando 15 mortos (entre portugueses e estrangeiros) e 18 feridos, entre os quais cinco em estado grave.

Adiantou à imprensa, pelas 21h20, que foi aberto um inquérito para apurar as causas do incidente. “É um dia muito triste para as vítimas e família das vítimas. Lamentamos muito o sucedido”, começou por dizer, garantindo que o protocolo de manutenção “foi escrupulosamente cumprido” e que foram feitas as “manutenções de quatro em quatro anos e as intercalares”, assim como as “inspeções semanais e diárias”.

“Há 14 anos que esta manutenção é assegurada por uma empresa externa. Neste momento nem sabemos se foi um problema de segurança”, acrescentou. Quando questionado sobre o estado do motorista do veículo revela que ainda não tem informações. 

As declarações seguiram-se a um comunicado enviado às redações pelas 20h26, no qual a Carris “lamenta a existência de vítimas” e diz que “está a acompanhar a situação”. Acrescenta que “foram realizados e respeitados todos os protocolos de manutenção, nomeadamente a manutenção geral, que ocorre a cada quatro anos”. Adianta ainda que “têm sido escrupulosamente cumpridos os programas de manutenção mensal, semanal e a inspeção diária”.

Em declarações à CNN, o dirigente sindical da FECTRANS, Manuel Leal, pede a demissão de Pedro Bogas, além de afirmar que os trabalhadores da Carris, em Lisboa, apresentaram “queixas sucessivas” sobre a necessidade de manutenção dos elevadores.

““Fundamentalmente, aquilo que nos parece sobre este acidente, reforçando que “deve haver um inquérito às causas profundas deste acidente, até porque os trabalhadores já vêm reportando de há muito tempo questões da necessidade da manutenção destes elevadores, que devem ser responsabilidade dos trabalhadores da Carris e não ser entregue a empresas exteriores.”

As autoridades confirmam ainda que já não há pessoas dentro do elevador. Sabe-se que o Hospital de São José recebeu sete feridos, dos quais cinco em estado grave que foram encaminhados para a urgência geral. Outros, incluindo o miúdo, foram encaminhados para o Hospital Santa Maria e para São Francisco Xavier.

O acidente terá sido causado por “um cabo que se soltou” na estrutura da composição do elevador, confirmou uma fonte do Regimento dos Bombeiros Sapadores de Lisboa ao “Observador”. Já Fernando Nunes da Silva, ex-vereador da Câmara de Lisboa e especialista de engenharia comentou, à SIC Notícias, que “o mais provável é que se tenha quebrado o cabo de tração e ao quebrar-se esse cabo os freios não funcionaram”.

O veículo perdeu o controlo, bateu contra a parede de um edifício e provocou, pelo menos, três mortes já confirmadas. Deixou ainda cerca de duas dezenas de pessoas feridas, nove delas em estado grave, mas número total de vítimas ainda não está confirmado. Testemunhas presentes no local dizem que o elevador ia cheio.

A Proteção Civil mobilizou 62 operacionais e 22 meios terrestres. O Ministério Público já revelou que vai abrir um inquérito ao acidente e brigada de homicídios foi também chamada para investigar a situação, avança a CNN. 

O veículo perdeu o controlo, bateu contra a parede de um edifício e provocou, pelo menos, três mortes já confirmadas. Deixou ainda cerca de duas dezenas de pessoas feridas, nove delas em estado grave, mas número total de vítimas ainda não está confirmado. Testemunhas presentes no local dizem que o elevador ia cheio.

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