Na cidade

A Puzzle Room mudou de casa e agora leva-nos numa missão pelo Parque Eduardo VII

A escape room tem ainda duas salas indoor que se complementam, criando uma história. São perfeitas para adultos e miúdos.
O novo espaço abriu a 1 de abril.

Nos últimos anos, o número de escape rooms em Portugal explodiu. Se antes pensávamos que era uma atividade sobretudo com fãs norte-americanos, atualmente percebemos que isso não é verdade. Em Portugal, existem já várias, sobretudo em Lisboa. A Puzzle Room marca presença na capital desde 2014, mas mudaram de espaço a 1 de abril e a oferta também mudou — está mais completa.

“O outro espaço já começava a ser pequeno”, começa por explicar Jorge Correia, o diretor-geral da empresa, à NiT. “Há muito que queríamos ter capacidade para mais jogos. Só conseguíamos ter dois jogos de sala.”

Também queriam criar melhores condições para os clientes. A entrada era pequena, e as condições de trabalho não eram as melhores. Recebem muitas festas de aniversários e um espaço maior tornou-se quase obrigatório.

Atualmente, são três as escape rooms que pode resolver dentro do novo edifício da empresa, situado na Rua São Sebastião da Pedreira 100A, em Lisboa. Na “Assalto”, os participantes partem numa aventura cujo objetivo é descobrir um mapa misteriosamente deixado para trás pelo contrabandista Virgílio Marçal, antes de desaparecer. O outro jogo realizado dentro da Puzzle Room chama-se “A Ilha Perdida”, e é uma continuação da escape room anterior. Neste, os jogadores seguem o mapa até à ilha onde está escondido.

“Lágrima Mortífera” é a última proposta da Puzzle Room, e decorre no exterior, sendo a primeira “street escape” do País. “Durante a última noite, desapareceu um contentor marítimo do porto de Lisboa. Os registos descrevem o seu conteúdo como ‘bolas saltitonas’, mas a polícia tem todos os meios em busca do contentor. Algo não bate certo”, explicam. Para concluírem esta espécie de missão, a equipa percorrerá algumas zonas de Lisboa, como o Parque Eduardo VII, à procura de códigos QR, que têm pistas e enigmas por resolver, tal como numa das salas mais tradicionais. “Este jogo leva-nos a um conjunto de locais interessantes”, salienta Jorge Correia.

Além destes, a marca está a planear criar um novo jogo, mas “ainda está nos segredos dos deuses”. Revelam à NiT, porém, que esperam que seja inaugurado em agosto e será exclusiva para adultos — os jogos anteriores também podem ser realizados pelos miúdos.

Uma escape room depende essencialmente da deslocação das pessoas a espaços físicos, o que se tornou um desafio durante a pandemia. Porém, a Puzzle Room conseguiu contornar esta regra, com a criação de jogos digitais. “Criámos um jogo de raiz que teve uma grande aceitação por parte de empresas”, explica o responsável. Esta atividade online estava disponível para trabalhadores de todo o mundo, e o principal objetivo era voltar a unir as equipas que agora trabalhavam remotamente.

“São o equivalente a um jogo normal, mas temos um game master na sala a filmar tudo o que se passa, e os jogadores vão dizendo o que fazer.” Para criarem uma experiência ainda mais imersiva, focaram-se em conteúdos multimédia. “Tínhamos 40 minutos de conteúdo só em vídeo. As escape rooms virtuais foram um veículo muito importante na união de equipas num período em que estavam afastadas”, assegura.

As versões das escape rooms para adultos custam 50€ para duas pessoas, ou 75€ para um grupo máximo de sete participantes. Também existe uma versão XL do “Assalto” que torna possível a participação de equipas de dez jogadores. Custa 140€. “Nas versões júniores, os preços são de 75€ para grupo até sete miúdos, e de 100€ para dez. Nestas versões é preciso o acompanhamento de um ou dois adultos, que não terão de pagar”, acrescenta o diretor-geral da Puzzle Room.

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