Na cidade

Revista “Forbes” diz que a Madeira é “um mundo à parte” no nosso planeta

O repórter realça as paisagens da ilha portuguesa que, embora íngremes, são deslumbrantes. Tal como a comida local, claro.
Disse tudo e não mentiu.

A revista “Forbes” dedicou um artigo especial à Madeira, que descreve como “um mundo à parte”. Durante a passagem pela região portuguesa, entre várias outras coisa, Tom Mullen ficou totalmente apaixonado pela comida tradicional. “A sua culinária é, geralmente, saudável e rica”, escreveu no artigo publicado no dia 24 de outubro. E acrescentou: “O seu ar local é fresco, húmido e doce, e as canções dos pássaros iluminam o céu”.

O repórter da “Forbes” não quis apenas conhecer as belezas naturais do arquipélago. Quis também conhecer os principais nomes da política atual da ilha. Para isso, falou com Dinarte Fernandes, o atual presidente de Santana. Dinarte Fernandes revela que, para ele, a Madeira é única graças à combinação de paisagens, pessoas e as suas experiências.

Para entender melhor a forma como a Madeira lidou com a pandemia da Covid-19, Mullen encontrou-se também com o empresário Eduardo Jesus, que foi um dos grandes responsáveis para trazer a vida de volta à ilha. “Por causa da Covid, as pessoas mais velhas têm medo de viajar. As primeiras pessoas que começaram a viajar novamente eram mais novas. Nós mudámos a nossa marca com um novo conceito. Tentámos reforçar pontos simples: somos um destino a visitar a qualquer altura do ano, e um destino ativo para diferentes idades”, disse à revista americana.

Tom Mullen rapidamente percebeu que as pessoas mais velhas podem simplesmente passear pela ilha, deixando-se engolir pelo ar puro e paisagens verdes, enquanto que os mais jovens e ativos podem experimentar fazer parapente, ciclismo nas montanhas, caminhadas e até triatlos. O jornalista destaca, no entanto, o scubadiving, que tem cada vez mais fãs. “Todos aqueles que participarem nesta atividade aquática podem encontrar uma grande variedade de vida marinha”: moreias, anémonas gigantes, peixe trombeta do Atlântico, barracuda de cauda amarela, lagostas, entre outros.

Além de tudo isto, segundo o mesmo artigo, há um elemento que é realmente fundamental na Madeira: “A cultura é a chave principal nesta estratégia. Atualmente, as pessoas viajam para sentir algo diferente e autêntico. E nós temos autenticidade”, explica o empresário.

Durante a conversa, aproveitaram ainda para abordar algo que é estranhamente comum nesta zona do País: “Carros antigos são parte da identidade da Madeira. Estamos numa ilha para a qual não é fácil transportar veículos. Há uma grande relação entre famílias e carros aqui — os netos mantêm carros dos avós. Podem encontrar centenas de carros clássico na Madeira em ótimo estado.”

O que não falta são paisagens verdejantes.

Todos aqueles que já foram à Madeira sabem que as encostas fazem parte do ambiente circundante. E Tom Mullen faz questão de destacar precisamente isso. Ainda assim, continuou maravilhado pelas “paisagens verdes e céus azuis”. E, claro, com a grande cidade da ilha. 

“O Funchal à noite é viva e adorável — é uma espécie de Lisboa mais pequena e plana. A rua principal — Avenida do Mar — é conhecida como sendo o Champs-Élysées da cidade, com as suas lojas amplas, cultura do café, passeios largos, fontes e iluminação artística”.

Durante a sua estadia Tom Mullen não sentiu que o ambiente montanhoso fosse um empecilho à exploração da ilha, e acabou por visitar um altíssimo ponto da Madeira: o Cabo Girão. Situado a 589 metros de altitude, foi por ali que observou “penhascos rústicos e picos rochosos que mergulham em costas ásperas acompanhadas por um mar turquesa.”

A sua rota pela ilha também incluiu Câmara de Lobos onde, escreve na “Forbes”, Winston Churchill costumava ir para pintar desenhos a óleo. O cenário levou-o a entender o motivo para o antigo primeiro-ministro britânico escoolher Câmara de Lobos: tudo graças ao “cais turbulento acompanhado por tulipeiras com flores laranjas e vermelhos hibiscos.”

Como já mencionámos, a comida foi um dos grandes destaque da passagem de Tom Mullen pela Madeira. “O marisco é abundante aqui”, começa. “Experimentem o peixe papagaio, ou as lapas. Outras boas combinações de comida incluem as vieiras tostadas e bacalhau salteado, seguido de uma sobremesa de maracujá e banana”.

E como uma boa comida é sempre acompanhada por um bom vinho, o repórter da “Forbes” não podia terminar a sua visita sem experimentar os vinhos locais. Para isso, foi ter com os próprios fabricantes: Marco Noronha Jardim e Maria-João Velosa. Ambos trabalham num banco e vivem uma paixão intensa pela Madeira. Ali, compraram um enorme terreno para a construção de alojamentos locais, sem se darem conta que vinha incluída uma gigante vinha. Quando descobriram esse tesouro, as suas vidas mudaram em instantes.

O vinho que dali surge é, dizem, único. “Isto é uma uva rara e única, que apenas é produzida na Madeira, Alemanha e Nova Zelândia”, garante Marco Noronha Jardim. O casal produz três vinhos: um envelhecido em aço, outro em ânforas de argila, e um último em carvalho francês.

O seu amor pela paisagem à sua volta ainda permanece. E isso é visível na forma como descrevem o local a Mullen. “Dá para ver natureza aqui. Temos uma antiga floresta acima de nós, então estamos entre plantas e o oceano”.

Como os portugueses bem sabem, alojamento é algo que não falta na ilha da Madeira. “Instalações de hospedagem locais — incluindo apartamento e quartos para arrendar junto ao mar — são complementados por hotéis de luxo”, continua o mesmo artigo. “Segura, linda, e com um ambiente perfumado, esta ilha montanhosa é uma alegria para se visitar”. 

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