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“Faro Living Street”: está aí a nova rua verde sem carros do Algarve

Projeto "Living Street" conta com fundos vindos da Alemanha para promover espaços mais amigos do ambiente e do convívio.
Faro.

Num mundo pós-pandemia pedem-se cidades mais verdes, mais amigas do ambiente e com mais espaços para estar. Esta terça-feira, 20 de julho, a autarquia de Faro dá um passo nesse sentido e inaugura uma intervenção realizada na Rua Caldas Xavier para torná-la numa zona verde e de convívio, sem trânsito automóvel, ao abrigo de um projeto financiado pelas autoridades ambientais alemãs.

De acordo com a Lusa, a autarquia explica que esta é uma iniciativa de grande importância para o concelho. Denominado “Living Street”, o projeto pretende devolver à população uma rua que era “quase inteiramente dedicada ao estacionamento automóvel”, na zona de Bom João.

A Living Street de Faro contou com um financiamento de 20 mil euros obtido com uma candidatura ao programa EUKI, ou Iniciativa Europeia para o Clima) do Ministério Federal do Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha. A inauguração da “Faro Living Street” é também o resultado de uma “participação comunitária” através dos contributos de uma rede de ação e reflexão que conta com “50 membros, entre moradores da rua, agentes locais e funcionários do próprio município”, adiantou a Câmara algarvia.

“Este grupo de pessoas tem vindo a realizar um trabalho conjunto com o objetivo de tornar a Rua Caldas Xavier num local acolhedor e funcional, ideal para conversar, conviver e relaxar, comer, jogar, estudar, trabalhar, ler, ou apenas descansar e respirar ar puro”, precisou o município à agência Lusa.

Entre os objetivos estiveram também “reforçar a arborização e áreas verdes da rua, instalar equipamentos urbanos construídos com materiais reutilizáveis e ‘eco friendly’ [amigos do ambiente], e criar zonas de estar e recreativas para o convívio de várias gerações”.

A autarquia salientou a importância do projeto para “restituir o espaço público às pessoas, criando locais de convívio que até então eram ocupados pelo automóvel”, com a materialização de uma candidatura à qual concorreram também outras câmaras portuguesas.

 

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