Na cidade

Aumentam para 116 os concelhos em risco elevado e com restrições mais apertadas

Até ao próximo dia 27 de julho, não há grandes mudanças. Portugal continua numa situação de vermelho, mas "menos denso".
Porto continua no vermelho.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, já tinha avisado na passada semana: apesar da evolução menos favorável da pandemia, não haveria decisões ou mudanças de regras sobre desconfinamento antes da próxima reunião do governo com o Infarmed, marcada para o próximo dia 27 de julho.

Assim, no Conselho de Ministros desta quinta-feira, 22, o trabalho incidiu sobre definir e atualizar quais os concelhos nos diferentes graus de risco já estabelecidos e que adoptam, por isso, as respetivas medidas.

Desta feita, anunciou a governante, “um grande número de concelhos em particular nas faixas litorais mas não só” estão acima da incidência de 120 casos por cem mil habitantes. Em resumo, há agora 29 concelhos em Portugal em situação de alerta; são 55 os que estão em risco elevado, quando há uma semana eram 44; e são 61 os concelhos que estão em risco muito elevado, quando eram 46 na passada semana.

São assim 116 concelhos em risco elevado e muito elevado, onde os testes por exemplo são obrigatórios para entrar nos restaurantes, além do teletrabalho, recolhimento obrigatório a partir das 23 horas, comércio com horários mais restritos. “Esta semana não são alteradas nenhumas regras e a pandemia é controlada pela eficácia da matriz de risco”, reiterou Mariana Vieira da Silva, remetendo sucessivamente quaisquer mudanças para depois da reunião com os especialistas de terça-feira.

Em risco elevado, estão agora Águeda; Alcobaça; Alcoutim; Amarante; Anadia; Arruda dos Vinhos; Avis; Barcelos; Bombarral; Braga; Cadaval; Caldas da Rainha; Cantanhede; Cartaxo; Castelo de Paiva; Castro Marim; Chaves; Coimbra; Constância; Elvas; Estarreja; Fafe; Felgueiras; Figueira da Foz; Guarda; Guimarães; Leiria; Marco de Canaveses; Marinha Grande; Mogadouro; Montemor-o-Novo; Montemor-o-Velho; Murtosa; Óbidos; Ourém; Ovar; Paços de Ferreira; Paredes de Coura; Penafiel; Porto de Mós; Rio Maior; Salvaterra de Magos; Santa Maria da Feira; Santarém; Santiago do Cacém; São João da Madeira; Serpa; Torres Vedras; Trofa; Valpaços; Viana do Castelo; Vila do Conde; Vila Real; Vila Viçosa e Vizela.

Já em risco muito elevado encontram-se esta semana Albergaria-a-Velha; Albufeira; Alcochete; Alenquer; Aljustrel; Almada; Amadora; Arraiolos; Aveiro; Azambuja; Barreiro; Batalha; Benavente; Cascais; Espinho; Faro; Gondomar; Ílhavo; Lagoa; Lagos; Lisboa; Loulé; Loures; Lourinhã; Lousada; Mafra; Maia; Matosinhos; Mira; Moita; Montijo; Nazaré; Odivelas; Oeiras; Olhão; Oliveira do Bairro; Palmela; Paredes; Pedrógão Grande; Peniche; Portimão; Porto; Póvoa de Varzim; Santo Tirso; São Brás de Alportel; Seixal; Sesimbra; Setúbal; Silves; Sines; Sintra; Sobral de Monte Agraço; Tavira; Vagos; Valongo; Vila do Bispo; Vila Franca de Xira; Vila Nova de Famalicão; Vila Nova de Gaia; Vila Real de Santo António e Viseu.

Ainda antes, a ministra no entanto adiantou: quando olhamos para os níveis de incidência, frisou, “é hoje claro que o nível de transmissão é, continuando acima de 1, menor do que nas últimas semanas”. Portugal está hoje numa situação em que o vermelho é menos denso do que há umas semanas explicou a governante, lembrando no entanto que o nível de incidência continua acima dos 400 no País.

Questionada pelos jornalistas quanto às viagens para o Reino Unido, que espera um aumento de casos devido ao desconfinamento total, Mariana Vieira da Silva frisou apenas que quaisquer decisões serão tomadas depois da reunião da próxima terça-feira,  no Infarmed.

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