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Sapatilhas sim, galochas não. Embaixada do Japão dá dicas para enfrentar as cheias em Portugal

Com experiência na gestão de cheias, tempestades e outros desastres naturais, os japoneses deixam conselhos para enfrentar as inundações no País.

Com várias zonas do País a enfrentar inundações devido à chuva intensa que se faz sentir há semanas, os alertas meteorológicos continuam a avisar a população para estar preparada para os próximos dias. Há várias regiões em risco de cheia e, para ajudar a população, todos os conselhos são bem-vindos. Desta vez, foi a embaixada do Japão em Portugal que recorreu às redes sociais para partilhar um conjunto de dicas práticas de segurança.

A publicação foi feita no Facebook esta quarta-feira, 4 de fevereiro, e baseia-se na vasta experiência do Japão na gestão de cheias, tempestades e outros desastres naturais.

Um dos conselhos mais surpreendentes diz respeito ao calçado. Ao contrário do que muitos imaginam, a embaixada recomenda sapatilhas em vez de galochas. A explicação é simples: se a água entrar nas botas, estas tornam-se muito pesadas, dificultando a mobilidade em situações de emergência. Já as sapatilhas, desde que bem ajustadas ao pé, garantem maior estabilidade e agilidade ao caminhar em zonas inundadas.

Outro alerta importante tem que ver com a altura da água. A regra é clara: deve evacuar antes que a água chegue ao nível do joelho. A partir desse ponto, a pressão da corrente torna quase impossível que um adulto consiga caminhar em segurança. Se a água subir rapidamente dentro de casa e ultrapassar esse limite, o conselho é não tentar sair, optando antes por subir para um piso mais alto, sempre que possível.

Caso seja inevitável atravessar uma zona alagada, sugerem o uso de um chamado “terceiro pé” — um cabo de vassoura ou um guarda-chuva, por exemplo — para sondar o chão à frente. Esta técnica ajuda a evitar armadilhas perigosas escondidas pela água, como tampas de esgoto abertas ou desníveis invisíveis.

Para quem está ao volante, o aviso é igualmente direto: apenas 30 centímetros de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis. Por isso, se encontrar uma estrada inundada, a recomendação é de que não arrisque e volte para trás.

Estas indicações surgem numa altura em que Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, com previsão de chuva persistente, e por vezes forte, vento, queda de neve e agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O alerta ganha ainda mais peso depois de, há cerca de uma semana, a depressão Kristin ter provocado vítimas mortais, centenas de feridos, desalojados e danos significativos em várias regiões do País.

A embaixada sublinha que estas recomendações resultam da experiência acumulada do Japão em cenários de emergência e lembra que há mais informação útil disponível na NHK WORLD-JAPAN, o serviço internacional da NHK — emissora pública do Japão, que disponibiliza notícias e conteúdos informativos em várias línguas através da televisão, rádio e plataformas digitais.

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