O final de tarde de 12 de agosto promete ser um dos momentos mais marcantes do ano, e da década, para quem gosta de fenómenos astronómicos. Portugal vai assistir a um eclipse solar de grande dimensão que será visível em várias zonas do País, mas há uma em particular onde poderá ser observado a 100 por cento.
Será apenas numa pequena faixa do nordeste transmontano que o eclipse do sol ficará visível na sua totalidade. Trata-se de um fenómeno raro que fará o dia parecer noite durante breves instantes.
O ponto mais privilegiado para assistir ao espetáculo natural será o Parque Natural de Montesinho, em Bragança, segundo o “Jornal de Notícias”. É aí que a Lua irá cobrir completamente o disco solar durante cerca de 26 segundos, proporcionando uma experiência que só acontece quando o Sol, a Lua e a Terra ficam perfeitamente alinhados.
Durante esse curto intervalo, a luminosidade diminui drasticamente, a temperatura pode baixar alguns graus e torna-se visível a coroa solar, a camada mais exterior da atmosfera do Sol, normalmente escondida pelo intenso brilho da estrela.
Embora a totalidade só possa ser observada naquela faixa do distrito de Bragança, o eclipse será visível em todo o País. Quanto mais a sul, menor será a percentagem do Sol ocultada pela Lua. No Porto, Aveiro e Coimbra, a cobertura rondará os 98 por cento, enquanto em Lisboa chegará aos 96 por cento. Em Faro, o fenómeno será igualmente impressionante, apesar de parcial, com cerca de 93 por cento do disco solar encoberto.
O eclipse deverá prolongar-se por aproximadamente duas horas. O início está previsto para cerca das 18h30. O ponto máximo acontecerá aproximadamente uma hora depois e, a partir daí, o satélite natural da Terra continuará o seu percurso até libertar totalmente o disco solar.
Para os observadores que conseguirem deslocar-se até à zona de totalidade, há ainda outros momentos muito aguardados. Imediatamente antes e depois de o sol desaparecer completamente surgem as chamadas Pérolas de Baily, pequenos pontos de luz provocados pela passagem dos últimos raios solares entre os vales e montanhas da superfície irregular da Lua.
Logo a seguir forma-se o Anel de Diamante, um dos instantes mais fotografados de qualquer eclipse, em que um único ponto extremamente brilhante permanece visível junto ao contorno escuro da Lua, criando a ilusão de uma joia.
Os eclipses solares totais são fenómenos relativamente raros para um mesmo local. Embora ocorram algures no planeta a cada ano ou dois, a faixa onde a totalidade pode ser observada é bastante estreita, o que faz com que muitas pessoas tenham de esperar décadas para assistir a um espetáculo deste tipo sem sair do seu país.
Quem pretender acompanhar o fenómeno deve fazê-lo com os devidos cuidados. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar lesões graves e permanentes na visão, mesmo quando grande parte do disco solar já está coberta. A observação só é segura com óculos certificados para eclipses ou através de métodos de projeção apropriados.








