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Sobem as rendas precárias — contratos de um ano são a maioria em Lisboa

Continua o drama para arrendar casa e até as regras estão a mudar: os proprietários dão agora preferência a contratos curtos.

Com a subida das rendas em Lisboa a não ter fim à vista, os senhorios começam a apostar maioritariamente em contratos a um ano — em vez de a três, a cinco ou a dez, como era costume — para garantirem a disponibilidade da casa, ou a opção de subirem os valores.

Segundo a Associação de Inquilinos Lisbonenses (AIL) ao Diário de Notícias na sua edição desta segunda-feira, 23 de abril, neste momento há já mais de 500 mil inquilinos precários em Lisboa.

Como a oferta de casas para arrendar tem, nos últimos meses, perdido para a procura, os proprietários optam por contratos a um ano, retiram a cláusula do “renovável por igual período” e garantem assim que ao final de um ano podem escolher novos inquilinos ou subir a renda. O jornal adianta que no ano passado foram celebrados 84 383 contratos de arrendamento e estima-se que mais de metade destes sejam a apenas 12 meses.

Em Lisboa, as rendas subiram 36% desde o valor médio de 2011 e não há sinais de que a subida abrande. A luta por casas a preços justos na capital nos últimos meses tem levado à criação de grupos de cidadãos revoltados, a leilões de rendas acessíveis a quebrar as regras e a truques por parte de quem arrenda para tentar conseguir casa.

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