Na cidade

Sondagem mostra como a pandemia obrigou a mudar os hábitos que sempre tivemos

Há quem não volte a usar uma peça de loiça na copa do escritório e até quem não esteja a contar ir a um bar tão cedo.
As saídas à noite serão diferentes.

Não há volta a dar: a pandemia veio mudar uma série de coisas na nossa vida. Alguns dos desafios como viajar ou ir a um restaurante poderão até voltar a ser novamente mais simples no futuro, mas há coisas que parecem ter vindo para mudar.

Uma sondagem alargada no Reino Unido, envolvendo mais de dois mil adultos mostra que há coisas que já vieram para ficar. Oito em cada dez dos inquiridos acredita que vai evitar partilhar objetos no futuro e 73 por cento admitem querer manter a distância social quando estiverem com estranhos, mesmo com os planos de vacinação em andamento.

Mas há dados mais curiosos a surgirem deste estudo contratado pela VisionDirect, grupo britânico de ótica. Um quarto dos inquiridos, por exemplo, acredita que não vai voltar a tirar uma batata frita diretamente de um pacote de um amigo. E um terço não vai dar uma trinca que seja na sandes de um conhecido. Não, nem a simples dentada para provar com autorização do dono da sandes.

O britânico “The Sun”, que deu conta deste inquérito alargado, chega mesmo a sugerir que coisas como partilhar uma bebida ou até um beijo a um desconhecido numa saída à noite podem ter os dias contados.

As respostas dos inquiridos mostram que há cuidados de distanciamento que se deverão mesmo prolongar. Cerca de 18 por cento, por exemplo, vai evitar sentar-se ao lado de um desconhecido num transporte público. 20 por cento dizem mesmo que vão evitar os apertos de mão. Um em cada dez inquiridos não vai voltar a usar louça alguma do escritório que não tenha sido levada de casa.

Na vida social, parece haver um desafio extra para os estabelecimentos, na hora de recuperar confiança de clientes. Tendo em conta que se tratam de inquiridos britânicos, impressiona 25 por cento admitirem que, mesmo quando as restrições forem levantadas, não se veem a ir a um pub. E há ainda 21 por cento que quer evitar restaurantes estilo buffett.

Rebecca Strauss, representante da empresa que contratou o estudo, salienta que, apesar de tudo, as respostas dos inquiridos dão alguns sinais positivos. Partilhar maquilhagem, por exemplo, era algo que já devia ser desaconselhado. E parece ser um cuidado que agora está mais nas preocupações das pessoas.

Da mesma forma, “hábitos como levar desinfetante para as mãos para todo o lado, trabalhar a partir de casa quando se tem uma constipação e lavar as mãos sempre que tocamos o rosto ou os olhos são hábitos positivos que podemos continuar a praticar mesmo após a pandemia”, destaca.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT