Na cidade

Sozinho e num barco sem motor, Francisco Lufinha já está a caminho das Caraíbas

O navegador português vai percorrer 6700 quilómetros no mar depois de ter saído de Cascais esta quarta-feira.
Barco será movido pelo vento que puxa o kite e a corrente do mar

O vento mudou e a partida foi antecipada. Com a natureza a favor da travessia entre Portugal e as Caraíbas, Francisco Lufinha já saiu da Marina de Cascais para aquele que será o seu maior desafio no mar.

Sozinho num barco puxado por um kite e movido pela energia do vento e do mar, esperam-lhe cerca de 6700 quilómetros de caminho pelo Oceano Atlântico, numa viagem que deverá durar entre quatro a seis semanas e pode ser acompanhada ao minuto na página da EDP Atlantic Mission.

Antes de partir, esta quarta-feira, 3 de novembro, Francisco Lufinha revelou esta super entusiasmado com esta aventura: “Surgiu uma janela de vento que nos fez antecipar a largada para esta travessia, que é sem dúvida a mais arrojada da minha vida. Estou ansioso por estar no meio do mar e levar esta missão a bom porto, mas vai ser uma viagem muito exigente a nível físico e psicológico.”

Esta missão tem ainda a particularidade de levar o apoio dos portugueses a sério, contando a embarcação com a inscrição de mais de 3200 nomes de pessoas que quiseram dar força ao navegador. Em contrapartida, Francisco Lufinha e a EDP pediram a todos os que se inscreveram que adotassem uma missão própria pela sustentabilidade que podia ser desde uma limpeza de praia ou floresta até à adoção das energias sustentáveis em algum aspeto da sua vida.

Já em alto mar, estes serão dias intensos para os quais o kitesurfer se preparou ao longo do tempo. Entre 2013 e 1017, Lufinha ligou os extremos de Portugal, percorrendo mais de três mil quilómetros, menos de metade do que a viagem que agora enfrenta. As condições diferentes que irá sentir no meio do Atlântico e os fatores psicológicos serão outros dos desafios que terá nesta jornada. Ainda assim, conta com dois anos de planeamento e preparação que, espera, deverão ser suficientes para chegar às Caraíbas.

Esta missão é apenas um dos quatro projetos que a EDP está a implementar com o objetivo de se tornar 100% verde até 2030, com uma produção que recorra apenas a energias sustentáveis como a água, o sol e o vento. 

Este artigo foi escrito em parceria com a EDP.

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