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Superterra: este planeta pode ser habitável e está a entusiasmar os cientistas

Chama-se Gliese 486 b e está a 26 anos-luz da Terra. Agora, o objetivo é descobrir se tem água líquida à superfície.
É um planeta extrassolar.

Esta sexta-feira, 5 de março, a imprensa internacional avançou que um grupo de cientistas detetou uma “superterra”. É um planeta extrassolar com uma massa maior do que a da Terra, que dista da sua estrela o suficiente para se estudar a eventual presença de água à sua superfície e uma atmosfera.

Foi designado de Gliese 486 b e orbita a estrela anã vermelha Gliese 486, a 26 anos-luz de distância da Terra. Como é um planeta fora do Sistema Solar que transita mais próximo de uma anã vermelha, segundo os investigadores, isso faz dele um “candidato ideal para procurar uma atmosfera e estudar a sua habitabilidade”.

Num comunicado citado pela editora da revista científica “Science”, este planeta rochoso e quente, ainda que não o suficiente para ser “um mundo de lava”, apresenta mais do dobro da massa da Terra e é ligeiramente maior do que o ‘planeta azul’ — tem 1,3 vezes o raio da Terra.

Os cientistas revelaram ainda que a “superterra”, como também está a ser chamado, é um forte candidato como refúgio para a vida, já que tem condições para albergar eventualmente água líquida à sua superfície.

Demora quatro anos e sete dias a completar uma volta em torno da sua estrela e tem uma temperatura média de cerca 426,85 graus, portanto, ligeiramente inferior à de Vénus (461 graus). A NASA deverá estudar o Gliese 486 b com maior profundidade a partir de outubro.

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