Na cidade

Todas as estações do metro de Lisboa fecharam devido à greve

A paralisação repete-se na quinta-feira e está previsto um dia de greve parcial a 2 de novembro e uma greve de 24 horas a 4.
Conte com constrangimentos.

A adesão à greve parcial dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa era, às 6h45 desta terça-feira, 26 de outubro, elevada, com todas as estações da capital encerradas. Os trabalhadores cumprem uma greve parcial, entre as 5h00 e as 9h30, motivada pelo falhanço nas negociações salariais com a empresa. Preve-se que o serviço seja retomado a partir das  10h15. 

A informação foi avançada à Lusa, citada pelo “Eco“, por Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS). “Até esta hora [6h45], os trabalhadores que deviam ter entrado ao serviço não entraram. Não temos maquinistas, nem posto de comando central, o que significa que todas as estações estão fechadas. Não há circulação de comboios”, frisou a responsável.

A sindicalista adiantou ainda que estavam apenas a trabalhar cinco funcionários, a cumprir os serviços mínimos. “Não há trabalhadores a laborar à exceção dos que foram definidos pelos serviços mínimos, que são cinco trabalhadores durante este período de greve. Mas estão de greve apesar de estarem a fazer o piquete de segurança”, sublinhou.

Na origem da greve estão, segundo Anabela Carvalheira, várias questões que “vão além da matéria salarial”, sublinhando a importância do “preenchimento imediato do quadro operacional e as progressões na carreira”.

“Em causa está o não aceitar o congelamento salarial, independentemente de no início desta negociação, em janeiro, o conselho de administração ter colocado em cima da mesa um aumento de 10 euros para todos os trabalhadores, que depois não se veio a verificar. Temos questões que nos preocupam muito como a falta de trabalhadores operacionais, quer seja nas áreas operacionais de movimento e da tração, quer na manutenção”, disse.

A greve ocorre entre as 5h00 e as 9h30 para a generalidade dos trabalhadores, e das 9h30 às 12h30 para o setor administrativo e técnico, de acordo com o sindicato. A paralisação em moldes semelhantes repete-se na quinta-feira e está também previsto mais um dia de greve parcial em 2 de novembro e uma greve de 24 horas a 4 de novembro.

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