Na cidade

Uber confirma que analisa a avaliação dos passageiros antes de aceitar a viagem

A prática está proibida desde 2018. Mas os motoristas confirmam que continuam a usá-la para decidir se aceitam viagens.
Lei vai ser revista.

Os motoristas da Uber confirmaram após inquérito da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que avaliam os passageiros e que recusam viagens para quem tem classificações abaixo de 4,60 valores. A situação está a ser investigada há vários meses, uma vez que a avaliação de passageiros é proibida desde 2018.

Esta atividade, que tem uma escala de 1 a 5 e permitia os motoristas avaliarem os passageiros, começou em julho de 2014, mas foi bloqueada em Portugal a partir de outubro de 2018. Isto porque surgiu uma lei que proíbe “a criação e a utilização de mecanismos de avaliação de utilizadores por parte dos motoristas de TVDE ou dos operadores de plataformas eletrónicas”.

A prática vinha a ser investigada desde abril depois de algumas denúncias, e este sábado, 30 de julho, conheceram-se as respostas, divulgadas pelo jornal “Público”.

“Foi possível concluir, através dos depoimentos dos motoristas, que apenas a Uber aplica um mecanismo que configura um processo, ainda que indireto, de avaliação dos passageiros”, afirma a AMT.

A Uber confirma que “as avaliações de viagens feitas em Portugal são ainda apresentadas na aplicação, quando seriam mais corretamente descritas se apresentadas como ‘classificações de viagens’”. A lei que regulamenta o transporte de passageiros em veículos descaracterizados está a ser revista e deverá ser alterada até ao final deste ano.

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