Na cidade

Há um novo baloiço incrível na rota das cerejas com vista para o Rio Douro

O baloiço da Senhora da Guia abriu ao público no passado dia 5 de setembro e foi feito de madeira reaproveitada.

A freguesia é de São João da Fontoura, em Resende, mas o nome pelo qual todos a conhecem melhor é mesmo “a Freguesia da Cereja”. Nesta bonita região do País, a apenas uma hora de distância do Porto, na margem Sul do rio Douro, nasceu no passado dia 5 de setembro um baloiço panorâmico, com vista para a natueza e para o rio: o da Senhora da Guia.

O espaço onde pode estar, baloiçar, reconectar-se com a infância, aproveitar a vista e ainda tirar fotos incríveis está situado a cerca de um quilómetro da EN 222 — que, lembra-nos Jorge Duarte, presidente da junta de São João da Fontoura, é considerada “a estrada mais bonita de Portugal”.

O espaço é de fácil acesso automóvel (pode colocar as coordenadas 41°06’47.3″N 7°55’16.5″W 41.113148, -7.921260), e pode ser visitado e usufruído de dia mas também de noite, até porque foram colocados holofotes.

Segundo o autarca local, a ideia surgiu de um programa do executivo em que são aproveitados, ou reciclados postes de madeira usados e abandonados, construindo com eles equipamentos como estes baloiços.

As vistas são para “o nosso rio Douro”, mas também podem ver-se os concelhos vizinhos da outra margem do Rio. Além disso, o baloiço foi inserido no início do roteiro pedestre “Rota do Cerejais”, que tem sido cada vez mais procurado por muitos turistas, nacionais e estrangeiros.

De noite também pode visitar.

“A nossa freguesia tem como ex libris a cereja, é a primeira Cereja de Portugal. É também procurada pelo Parque Fluvial, o mais frequentado na região do rio Douro um parque equipado com uma piscinas, casas de banhos, um enorme parque com mesas e muitas árvores, um enorme areal, uma plataforma para o encosto de embarcações, desportos radicais”, explica à NiT Jorge Duarte.

Há ainda “o famoso peixe do Rio confeccionado a 20 metros do Parque Fluvial de Porto de Rei no Restaurante “Abarraca”, a 100 metros temos o Solar de Porto de Rei e a 300 metros temos a Ponte da Alufinha no Ribeiro do Bestança”, acrescenta explicando assim o interesse dos turistas. Se visitar a freguesia em abril, ainda consegue ver “o manto branco das nossa cerejeiras e em maio e junho pode provar as primeiras, as melhores e as mais deliciosas cerejas”, reitera o responsável.

Um dos objetivos da criação deste projecto é então inserir o baloiço na Rota do Cerejais, sendo que em breve a junta planeia colocar um outro baloiço, desta feita virado para o Parque Fluvial com a criação de um pequeno parque e um pequeno percurso acentuado desde o parque Fluvial até a zona envolvente. Com isto, “promovemos e divulgamos a nossa terra os nossos gentes, os nosso produtos endógenos e a nossa região”, conclui o autarca.

Recorde-se que este ano em que a regra é viajar por Portugal, os baloiços são uma das novas grandes modas, recurso quase infalível das autarquias e juntas para dar aquele motivo extra às pessoas de conhecerem e visitarem uma região. Além de lindos e com vistas perfeitas, enchem as redes sociais de fotos que funcionam como uma espécie de bilhetes postais da região — e o turismo agradece. 

Uma vista incrível.

Recentemente, abriu um destes locais maravilhosos na Serra da Boneca, com vista para o Rio Douro — tal como a NiT lhe contou. Para quem não conhece, há outros dois baloiços panorâmicos com uma história semelhante e até mais antigos — e que também foram criados por jovens para valorizar as suas terras. Neste caso, são espaços irmãos entre si, ou seja filhos do mesmo projeto e próximos um do outro.

Falamos do Baloiço do Trevim e do Baloiço do Burgo. Os mesmos que inspiraram uma jovem a criar o Baloiço do Talegre, na freguesia e Serra de Alburitel, no concelho de Ourém; e em junho o de Penedros da Cabeça.

Mas continuou: em julho abriu o Baloiço do Mezio, na Serra do Soajo; no mesmo mês, nasceu o Baloiço de São Silvestre, em Mesão Frio; e ainda o Baloiço CerLove em Vila Nova de Cerveira — que até motivou filas épicas, semanas depois.

E se julho foi forte, o que dizer de agosto? Neste mês, abriu o Baloiço do Sobreiro, junto ao Miradouro do Talegre, em Moncorvo; no mesmo mês foi conhecido o Baloiço d’As Antas P’ro Mondego; também o Baloiço da Carriça, em Arganil; e o da Ponte do Canal na freguesia de Abragão, Penafiel. E ainda o Baloiço da Pateira do Carregal, idealizado e criado pela associação de amigos do parque com o mesmo nome, em Requeixo, Aveiro.

Além disso, a moda já não se fica só pela natureza. Depois de chegar a um restaurante na Ericeira, há agora até um baloiço numa clínica no Porto.

A região de São João da Fontoura.

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