Divulgar a neurociência e desmistificar os conceitos que lhe estão associados. É este o objetivo do The Brain Unlocked, um escape room inaugurado em novembro, em Lisboa. O projeto foi criado no âmbito de uma nova (e inédita) licenciatura em Neurociências da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica. Pretende mostrar, de forma interativa, como funciona o cérebro humano, desde os mecanismos mais básicos até à tomada de decisões.
A iniciativa é liderada por Filipa Ribeiro, coordenadora da licenciatura, que explica que a ideia surgiu da necessidade de aproximar o público de uma área ainda pouco explorada no ensino superior em Portugal. Caso ainda não tenha visitado o espaço, terá ainda mais sentido fazê-lo nos próximos dias, já que entre 16 e 22 de março se celebra a Semana Internacional do Cérebro.
O espaço foi criado como uma forma de mostrar que as neurociências vão muito além do estudo do cérebro ao nível celular ou das doenças neurológicas. É por isso que a experiência demonstra que esta área abrange todos os níveis do sistema nervoso, incluindo o comportamento e o pensamento.
O The Brain Unlocked é, acima de tudo, uma combinação entre entretenimento e ciência. “Uma forma de ver ao vivo para que é que o nosso cérebro serve, com uma história no contexto das neurociências e da investigação”, refere a fundadora. O espaço inclui duas salas e três tipos de desafios principais: equilíbrio, descodificação de códigos e resolução de enigmas num sistema informático.
“Tudo começa com o desaparecimento inexplicável de uma investigadora da universidade. A única pista deixada para trás, é uma mensagem encriptada que sugere a existência de um laboratório secreto. A missão dos participantes é seguir as pistas e descobrir o seu paradeiro”, refere o espaço.
Para viver a experiência, os participantes são, assim, colocados no centro de uma investigação científica. A neurocientista que estaria a trabalhar num projeto importante, deixando pistas no seu laboratório. “Os jogadores têm de recuperar a informação que estava no seu computador”, descreve. Os visitantesenfrentam desafios lógicos e sensoriais que exploram diferentes áreas das neurociências — desde os circuitos cerebrais ao comportamento humano — tendo que trabalhar em equipa, testar o raciocínio e interpretar sinais escondidos no ambiente.
Os desafios foram desenhados para refletir diferentes competências associadas ao funcionamento do cérebro. “THá um desafio que é mais psicomotor porque essa é uma parte importante das neurociências. A coordenação motora e como a integramos com o meio e como tomamos decisões também é um aspeto que se destaca”, explica.
Além disso, a maior parte das provas exige raciocínio lógico e atenção ao detalhe. “Os participantes têm de perceber que informação podem extrair de certos padrões e perceber qual é o código que dá acesso ao passo seguinte”, diz.
O jogo tem a duração máxima de uma hora e foi concebido para ser realizada em equipas pequenas, de forma a incentivar a colaboração e o raciocínio conjunto. “Tem sido resolvido entre 40 a 50 minutos”, conta Filipa Ribeiro à NiT.
Embora os estudantes do ensino secundário e universitário sejam o público-alvo, a experiência está aberta a qualquer pessoa interessada em ciência ou escape rooms. “Já temos tido pessoas que vêm porque veem online ou porque conhecem alguém que já fez. Esses fazem mais pelo desafio. É relativamente curto no tempo e o número de desafios não é muito grande, por isso pessoas habituadas a fazer escape rooms vão achar mais simples”, confessa Filipa Ribeiro, coordenadora da licenciatura em Neurociências de Sistemas e Cognitiva da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica.
Para duas pessoas, a participação custa 20€, para três está disponível por 27€ e para quatro custa 32€. Para grupos entre cinco a oito pessoas, a escape room pode ser feita por 40€ no total.
Carregue na galeria para conhecer a The Brain Unlocked.

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