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UPPA: a associação que procura dar amor à vida dos cães que foram abandonados

No albergue estão, neste momento, à volta de 60 patudos à espera dos seus novos donos. Tudo o que precisam é de uma casa onde sejam bem-vindos.
Está no ativo desde 2007.

Tudo começou quando duas primas, Sandra Vicente, de 43 anos, e Filipa Laginha, de 46, decidiram colocar em prática aquele que já era um sonho partilhado em miúdas: criar uma associação sem fins lucrativos que fosse capaz de intervir na defesa dos animais.

Unidas por uma paixão que as acompanha desde mais novas, fazem nascer, em 2007, a UPPA. Um centro sediado em São Pedro do Estoril e com um albergue em Sintra com todas as condições para dar uma vida digna a todos os patudos que passaram por momentos menos bons até lá chegarem.

“De momento temos uma parceria com o canil de Sintra, em que trazemos muitos animais do canil para a UPPA; e por vezes recolhemos também animais da rua ou de famílias que já não têm a possibilidade de os manter. Quando há oportunidade, também vamos a escolas para falar sobre o abandono, a responsabilidade de ter um animal e apelar à adoção”, começam por explicar à NiT as duas criadoras da iniciativa.

Até à data, foram mais de mil os animais que já foram resgatados pelas equipas da UPPA ao longo dos 13 anos de atividade. Diariamente, o centro acolhe, em média, cerca de 70 a 80 animais, mas neste momento estão na associação à volta de 60 cães. Todos eles à espera de um dono ou uma dona que lhes dê o carinho que, lá está, merecem. Pode conhecê-los no site online da UPPA assim como na página do Instagram.

No albergue estão também, mas não para a adoção, duas porcas, duas ovelhas, duas cabras e uma água. “Todas vindas de situações menos felizes”, conta à NiT Sandra Vicente, que em paralelo com a associação é, a nível profissional, jurista.

No que toca à adoção, para levar estes amigos de quatro patas, a UPPA pede para que seja assegurados todos os cuidados básicos de saúde e higiene, com idas regulares ao veterinário, e “muito amor”, realça a fundadora e arquiteta Filipa Laginha. 

“O processo de adoção começa por e-mail, com o preenchimento de um formulário, e após a análise do mesmo, marca-se a visita, em que a UPPA conhece os possíveis futuros adotantes, e estes conhecem a UPPA e os uppalianos. Posteriormente, na adoção, é assinado um termo de responsabilidade, e há sempre contacto entre a associação e os donos”, esclarecem à NiT.

No entanto, enquanto aparecem e não aparecem os futuros donos dos patudos acolhidos, a associação precisa de ter pernas para andar, o que, por vezes, não é fácil. As despesas com um centro desta dimensão são muitas e se muitas vezes não fossem os cerca de 30 a 40 voluntário que pela UPPA passam todas as semanas, a coisa não se fazia da mesma forma. “As pessoas ajudam-nos com os passeios dos uppalianos e noutras tarefas diversas no albergue; tudo na UPPA é gerido por voluntários, desde os e-mails às redes sociais.”

Além de toda a equipa que vive intensamente esta associação de intervenção no bem-estar de dezenas de animais, também existe um tratador, contratado a tempo inteiro, que alimenta os animais e trata da higienização de todas as boxes. Para cobrir isso, chegam à UPPA apoios de vários lados, mas sobretudo de donativos e apadrinhamentos de particulares (a partir de 1€ por mês). Mas as formas de ajudar não se ficam por aí.

Se, por um lado, as pessoas podem tornar-se sócias (20 euros ao ano), por outro é sempre bem vinda a entrega de um valor monetário para que entre uma ajuda nas despesas veterinárias. Nesse sentido, a UPPA aderiu recentemente à plataforma MBWAY, pelo que através do número 968 551 353 e com meia dúzia de cliques a partir de todo o lado pode ser feita uma contribuição.

Depois, claro, no topo — porque é exatamente essa a missão desta associação — espera-se que donos e donas por esse País fora se cheguem à frente para adotar um (ou vários) uppalianos. A ideia é sempre “ajudar cada vez mais animais”. 

Estão ainda há venda, também para dar uma preciosa ajuda, calendários e agendas para 2022, que são uma iniciativa já habitual todos os anos na UPPA. Pode encontrá-los à venda no site online por 5 e 6 euros, respetivamente.

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