Na cidade

Vaga de frio causou um “episódio de poluição grave” alerta a associação Zero

Queima de lenha em todo o País gerou concentrações "muito elevadas de alguns poluentes".
O ambiente é que paga.

O frio extremo que se fez sentir em Portugal nestes primeiros dias de 2021 deixou marcas profundas no ambiente. O alerta foi feito este sábado, 23 de janeiro, pela associação Zero, que diz que a vaga de frio — e os esforços dos portugueses para se aquecerem — geraram um “episódio de poluição” no nosso País.

De acordo com um comunicado divulgado pela associação ambientalista, foi nos dias 16 e 17 de janeiro que se verificaram os momentos mais poluentes. A Zero fala mesmo em “níveis dramáticos” da qualidade do ar em parte do País, e pede a todas as pessoas que reduzam a queima de lenha para baixar a poluição atmosférica.

“As temperaturas muito baixas no passado fim de semana conduziram a um episódio de poluição particularmente grave pelas enormes emissões provenientes do uso de lenha em muitas habitações em zonas urbanas e rurais que se verificaram desde a Península de Setúbal até à região Norte”, escreve a Zero no comunicado enviado às redações.

A Zero adianta ainda que “através da consulta ao ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente, que disponibiliza as medições, identificou que no domingo, 17 de janeiro, foi ultrapassado o valor-limite diário de partículas inaláveis em cinco estações de monitorização de qualidade do ar das redes geridas pelas diferentes Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional”.

As duas piores situações verificaram-se nas estações de Paio Pires, no Seixal, e em Estarreja, explica a associação.

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