Na cidade

Vai nascer uma nova cidade na Margem Sul — com casas, hotéis e museus

É um projeto inovador que vai custar cerca de 800 milhões de euros. Vai ocupar uma área de 400 hectares.
Um projeto ambicioso.

Almada vai ganhar, entre o Monte da Caparica e a zona envolvente de Porto Brandão, toda uma nova cidade que pretende ser moderna, inclusiva e sustentável. O projeto chama-se “Almada Innovation District” e foi agora apresentado. A Câmara Municipal de Almada já divulgou esta quarta-feira, 17 de março, as primeiras imagens previstas para o projeto. 

Dos cerca de 400 hectares de área de intervenção, um quarto está previsto ser direcionados para espaços verdes. Nos planos estão também, entre outros, cerca de mil novas habitações, espaços para empresas, hotéis, museus e residências de estudantes.

Em causa está um orçamento a rondar os 800 milhões de euros, com a particularidade de se tratar na sua esmagadora maioria investimento privado. Num webinar que decorreu na terça-feira, 16 de março, de que o “Eco” dá conta, foram conhecidos alguns detalhes do que aí vem.

José Ferreira Machado, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, antecipa um projeto que em termos de área será “18 por cento superior à zona de intervenção da Expo98”. E a garantia é de que não se trata de um simples empreendimento imobiliário. “Não será um dormitório, nem uma zona onde meramente se vai, nem um simples parque empresarial”, reforçou o vice-reitor da Universidade Nova.

O projeto vai começar em breve a passar das maquetes para realidade. Trata-se de uma transformação que vai demorar vários anos mas cujo impacto será visível já durante a próxima década. Está ainda prevista a criação de 17 mil novos postos de trabalho, ainda numa primeira fase.

Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, classifica-o como o projeto estruturante para a afirmação de Almada “enquanto polo de inovação e de criação de soluções de sustentabilidade inovadoras, assumindo também um papel de projeção de Portugal a nível internacional”.

Em comunicado, a autarquia realça que o “Almada Innovation District” vai criar “uma nova centralidade dedicada à inovação, ao conhecimento e à tecnologia, por via de um projeto conjunto de diversas entidades públicas e privadas”.

O projeto prevê ainda a criação de uma comunidade energética com produção própria, sustentável e neutra em carbono, estruturando o desenvolvimento urbano em torno dos parques verdes e integrando, também, métodos e soluções de construção ecológicas e sustentáveis. A zona será servida por ciclovias e linha de metropolitano.

A autarquia conta com o contributo da Universidade Nova bem como de diversas empresas que pretendem ali investir nos próximos anos. A Rustik Puzzle, a SOSTATE, a Maia e Pereira, a Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz, a Emerging Ocean, a Rio Capital e a Fundação Serra Henriques são algumas das entidades que vão estar ligadas ao desenvolvimento do projeto, realça o mesmo jornal.

A zona do Almada Innovation District.

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