Na cidade

Vai finalmente poder passear à beira-rio entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia

Depois da ligação pedonal entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Praça do Comércio, segue-se agora a união do Campo das Cebolas ao novo Terminal de Cruzeiros.

Derrubar um muro. Pelos vistos, era o que faltava para completar a ligação pedonal, contínua e arborizada, entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré, prometida há anos pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. A linha pedonal era, até hoje, só interrompida pela instalações da Doca da Marinha, delimitadas por um muro, junto à Estação Sul e Sudeste.

Agora, graças a um protocolo assinado esta quarta-feira, a Câmara de Lisboa, a Administração do Porto de Lisboa e a Marinha vão avançar com as obras na zona da Doca da Marinha e transferir as funções dali para a doca de Santos, para “devolver o Tejo às pessoas”.

Segundo a Câmara de Lisboa no seu site, a zona entre o novo Terminal de Cruzeiros e o terminal fluvial do Terreiro do Paço, onde se situa a atual doca da marinha, vai converter-se numa zona de lazer e de passeio, onde acolherá um polo expositivo da marinha, tal como previsto no projeto de requalificação do Campo das Cebolas. Assim, na visão de devolução do rio Tejo à cidade (e turistas) fica assegurada a continuidade entre o Cais do Sodré, Ribeira das Naus, Praça do Comércio e agora a zona do Campo das Cebolas e a área do terminal de cruzeiros.  

Projeto da CML.

Segundo o jornal Público, a intervenção inclui então a demolição do muro que separa a Doca da Marinha da avenida, além da reabilitação do espaço. A Câmara quer também na Doca da Marinha o Navio de Treino Creoula e o Sagres, para poderem ser visitados. 

Também o Campo das Cebolas sairá da empreitada todo modernizado. No final do ano passado, viu-se a luz ao fundo do túnel nas obras desta zona, com os taipais a serem retirados e um parque infantil novinho em folha aberto. As obras começaram em outubro de 2015 e agora é que estão mesmo, mesmo, quase a terminar.

O novo Campo das Cebolas passa a ter um parque de estacionamento semisubterrâneo com 200 lugares e zonas de lazer à superfície, um projeto do arquiteto Carrilho da Graça. No parque de estacionamento serão integrados alguns dos achados arqueológicos que foram encontrados durante as obras — um dos motivos pelo qual elas se atrasaram tanto —, como um muro do antigo Cais da Ribeira Velha.

No final do ano passado, Fernando Medina lembrou que esta empreitada na frente ribeirinha de Lisboa começou há cerca de dez anos com as obras no Terreiro do Paço, a que se seguiram as da Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Corpo Santo, Rua do Arsenal e Rua da Alfândega.

Na altura, Medina disse mesmo que, no futuro, a Câmara quer na cidade um contínuo pedonal entre Belém e o Parque das Nações.

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