A greve geral agendada para esta quarta-feira, 3 de junho, vai parar o País. Dos transportes à saúde, passando pela educação e pelos serviços públicos, vai haver várias áreas afetadas, com serviços mínimos apenas em setores essenciais.
No caso dos transportes públicos, em Lisboa, um ordem judicial decretou que a Carris deve respeitar os serviços mínimos nas carreiras que servem hospitais, centros de saúde, escolas e universidades. Por isso mesmo, a empresa terá de garantir o funcionamento do transporte exclusivo de deficientes; do carro do fio; manter o regime normal das carreiras 703, 708, 717, 726, 735, 736, 738, 751, 755, 758, 760 e 767, entre as seis e as nove horas e entre as 16 e as 19; e em 50 por cento nas restantes horas.
Por sua vez, a CP — Comboios de Portugal vai contar com serviços mínimos no Alfa Pendular e Intercidades, InterRegional e Regional, comboios urbanos de Coimbra, de Lisboa e do Porto. No site, a empresa revelou que os clientes que já tenham bilhetes podem também pedir o reembolso total ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe.
No caso do Metropolitano de Lisboa, vai arrancar com a greve já esta terça-feira, 2 de junho, a partir das 23 horas. A paralisação será mantida até às seis horas do dia seguinte.
No setor da saúde, os serviços mínimos abrangem urgências hospitalares, cuidados intensivos, internamentos essenciais ou tratamentos cuja interrupção possa causar danos graves aos doentes.
Já nas escolas, a paralisação vai abranger professores, educadores, investigadores e outros trabalhadores, tanto do setor público como do privado. O encerramento destes espaços, porém, dependerá da adesão local.
Os aeroportos nacionais também serão afetados. Neste caso, irão aderir à greve os sindicatos dos trabalhadores dos aeroportos, dos tripulantes de cabine e parte dos controladores de tráfego aéreo. Por esta razão, esperam-se cancelamentos de voos, atrasos e filas maiores no check-in e no controlo de segurança.
De acordo com a “AirAdvisor”, uma plataforma global de direitos de passageiros aéreos, os clientes podem requerer compensações financeiras em casos de extravio de bagagem, assim como a remarcação dos seus bilhetes e acesso à assistência básica durante o tempo de espera.
“A legislação não prevê indemnização por atrasos ou cancelamentos dos voos, mas, nestes casos extraordinários, as companhias aéreas são responsáveis por garantir que os viajantes tenham apoio para a remarcação dos bilhetes e custeio de refeições ou alojamento em hotel, quando necessário”, frisou o presidente, Anton Radchenko. “Os passageiros também têm direito a reembolso de voos ou remarcação dos mesmos, bem como assistência básica.”
A paralisação foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) e surge em resposta à proposta de alteração da legislação laboral, promovida pelo governo PSD/CDS-PP, e que inclui mais de 100 correções no Código do Trabalho.








