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Animais que invadiram as praias da Caparica parecem caravelas — mas não são tóxicos

Os veleiros, como também são conhecidos, são primos da família das alforrecas. Não são tóxicos, mas podem ter efeito urticante.
O aspeto dos veleiros.

Nas últimas semanas não foram só os banhistas que invadiram as praias da Costa da Caparica. Os areais estão repletos de colónias de Velella velella, também conhecida por veleiros.

À primeira vista, têm muitas semelhanças com a caravela portuguesa. São gelatinosas, têm um tom azulado e tentáculos. Mas os veleiros têm uma coroa mais bem definida e são mais pequenos, medindo entre um a oito centímetros. Ao contrário da “prima”, não são tóxicos.

“O arrojamento de organismos desta espécie em grande número é um fenómeno natural e usual nesta época do ano”, informou o IPMA. O que é preciso é cuidado. Embora estas espécies gelatinosas não sejam tóxicas como a caravela portuguesa, deve evitar tocar-lhes. Caso isso aconteça, não leve depois as mãos à cara, olhos e boca, porque os tentáculos têm um efeito urticante.

Entre as espécies que existem em Portugal, a caravela portuguesa é a que exige mais cuidado, lembra o instituto. E nota que é frequentemente avistada nesta época do ano, sendo distinguível por apresentar um flutuador azul em forma de balão, com alguns tons lilás e rosa; os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros de comprimento e são muito urticantes, capazes de provocar graves queimaduras. Por isso, “é importante relembrar que não se deve tocar nos tentáculos, mesmo quando a caravela portuguesa aparenta estar morta na praia”.

No caso de entrar em contacto com um destes bichos, deve limpar a zona afetada com água do mar e devem ser retirados quaisquer pedaços de tentáculos que possam ter ficado presos na pele. Além disso, pode aplicar vinagre sobre a zona e procurar assistência médica.

 

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