O ano está a acabar, mas ainda há tempo para observar alguns fenómenos astronómicos nos céus portugueses em dezembro. Esta quinta-feira, dia 4, acontece a última super-Lua do ano. É a terceira consecutiva, um fenómeno considerado raro no calendário lunar, depois das super-Luas de 7 de outubro e 5 de novembro.
De acordo com a NASA, as super-Luas ocorrem três a quatro vezes por ano, quando a lua cheia coincide com a maior aproximação à Terra na sua órbita, um ponto conhecido como perigeu. Nesta altura, pode parecer até 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante do que quando está no ponto mais distante da Terra.
Esta, em particular, vai parecer 7,9 por cento maior e 15 por cento mais brilhante. O satélite vai atingir a fase com maior iluminação poucos minutos depois das 23 horas.
A lua cheia desta quinta-feira chama-se Lua Fria, nome que reflete a época do ano em que o inverno começa no hemisfério Norte e as temperaturas baixam.
Se quiser observá-la ou até tirar fotografias, o ideal é procurar um local sem muita poluição luminosa, mas também sem estar com céu nublado, já que segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a noite desta quarta-feira vai ser marcada por céu encoberto em várias zonas do País.
Ao longo do mês, há mais dois fenómenos que podem ser observados em Portugal, como a chuva de estrelas Gemínidas. Estará ativa a partir de dia 4, mas é no dia 14 que atinge o pico de atividade. Com condições ideais de céu limpo e num local sem poluição luminosa, vai ser possível avistar até 150 meteoros por hora.
A grande particularidade desta chuva de estrelas é o facto de ter origem num asteroide e não num cometa, como outros fenómenos semelhantes. A sua queda acontece todos os anos quando o asteroide 3200 Phaethon, que ganhou o seu nove devido o mito grego de Phaëthon, filho do deus do sol Hélio, passa pelo Sol, deixando para trás um rasto empoeirado.
Por outro lado, no dia 22 de dezembro, poderá observar a chuva de estrelas Úrsidas. No caso específico desta chuva de meteoros, o fenómeno acontece quando os restos de poeira do Cometa 8P/Tuttle se desprendem, num momento no qual o corpo celeste passa próximo da Terra, e entram na atmosfera do planeta. No pico de atividade, é possível avistar cerca de 10 meteoros por hora.

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