Na cidade

Neste fim de semana no Alentejo pode aprender tudo sobre o mundo das viagens

A iniciativa é da agência Papa-Léguas, que celebra 25 anos, e vai decorrer em Vendas Novas, no Alentejo.
Acontece em Vendas Novas.

Quando Artur Pegas decidiu fundar a empresa Papa-Léguas, em 1998, estava longe de imaginar que se tornaria numa das maiores agências de viagens em Portugal. Ainda assim, contra todas as expectativas, por ser um conceito diferente, a verdade é que já lá vão 25 anos e muitas aventuras por contar. 

Agora, para celebrar um quarto de século, a agência vai organizar a iniciativa “Open Weekend 2024”, onde se vai refletir sobre vários temas relacionados com o turismo e com a sua importância para a sociedade em geral. O evento irá decorrer no fim de semana de 3 e 4 de fevereiro, no Auditório Municipal de Vendas Novas, no Alentejo — e a inscrição é gratuita.

“Queremos juntar no mesmo espaço físico um conjunto de intervenientes que na sua globalidade são importantes no panorama das viagens. Quer na parte organizativa quer como fontes de inspiração”, explica a Papa-Léguas. Serão, portanto, dois dias recheados de palestras, workshops, mesas-redondas, espetáculos e outras atividades.

O evento vai reunir viajantes, jornalistas, bloggers, académicos, atividades e empreendedores nas mais diferentes áreas que se unem neste mundo. Alguns dos oradores já confirmados são o advogado João Vieira de Almeida, a jornalista da SIC e apresentadora de vários programas relacionados com viagens, Teresa Conceição, o autor e editor da revista “Sábado Viajante”, Ricardo Santos, e o viajante e fotógrafo Pedro Narra.

“O conceito é, e será sempre, a inclusão de disciplinas tão díspares que façam valer a pena o debate e a troca de ideias”, reforçam. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online.

A história da Papa-Léguas

Artur Pegas já fez uma viagem por mar entre Lisboa e São Petersburgo, atravessou os Himalaias de bicicleta, subiu aos Pirinéus, andou de cavalo na Mongólia, viveu com índios na Guatemala, ajudou nas operações de limpeza de um vulcão na ilha La Palma e já correu o mundo com grupos de viajantes. Pelo caminho, perdeu a conta dos países que já visitou, mas nunca se vai esquecer do ano de 1998, quando fundou a agência de viagens Papa-Léguas.

Alentejano “com muito orgulho”, Artur nasceu em Vendas Novas, a capital das bifanas, tem 52 anos e passou as últimas duas décadas a “liderar” viagens de grupo. Antes disso, formou-se em engenharia agronómica, mas a sua paixão por mapas levou-o a tirar, mais tarde, uma pós-graduação em sistemas de informação geográfica. No final, acabou por não seguir nenhuma das áreas (apesar de ter trabalhado durante alguns anos como engenheiro agrónomo), porque o destino tinha outros planos.

“Tudo começou em 1995, quando fiz uma viagem por mar entre Lisboa e São Petersburgo, na Rússia. Na altura fui com a minha ex-namorada, que também viria a ser sócia-fundadora, e adorei”, conta à NiT Artur Pegas. Nessa altura, o bichinho das viagens já existia, mas estava longe de imaginar que iria fundar uma das maiores agências de viagens portuguesas. 

Numa conversa com amigos, começaram a dizer-lhe que devia começar a pensar em abrir a sua própria empresa de viagens. “Aquela ideia na altura, apesar de não ser parva, não estava nas nossas previsões. Estávamos cada um nos nossos empregos e não estávamos propriamente para aí virados”, recorda. Ainda assim, a “semente ficou plantada”.

Um ano depois, começaram a olhar para a ideia de forma mais séria: foram pesquisar vários programas, assim como destinos que estavam à procura de operadores. Isto tudo durante dois anos. Em 1998, decidiram dar o pontapé de saída e abriram a Papa-Léguas. “Quando fundei a empresa ainda estava na área da engenharia e, na altura, tive que decidir para que lado me devia virar. E acabou por correr tudo muito bem”, diz.

Inicialmente, a agência fundada por Artur Pegas e Luísa Tomé só tinha viagens de trekking, o que era “algo novo para a época”, mas o motivo era simples: eram os dois apaixonados por esta modalidade de caminhada. “Já no Alentejo fazia imensas caminhadas. Depois, em 1994, eu e a Luísa fomos aos Pirinéus e tornou-se a nossa paixão, que depois levámos para a empresa. Era a nossa visão do produto”, revela. 

Com tudo preparado, arrancou a primeira viagem da Papa-Léguas e o destino foi a Escócia — e, curiosamente, estava recheada de jornalistas. “Não foi planeado, simplesmente apareceram e isso deu-nos uma visibilidade fantástica e muita exposição mediática”, conta.

Apesar de ter corrido bem, rapidamente perceberam que as pessoas também procuravam outro tipo de experiências. Então, além do trekking, começaram a surgir outras tipologias, como os safaris e as viagens fotográficas — até porque a fotografia era outra das paixões de Artur. Tinha seis anos quando recebeu a primeira máquina fotográfica e, desde essa altura, tornou-se uma constante na sua vida. A fotografia em viagem surgiu de forma natural e, assim como o trekking, também a levou para a agência que fundou.

“Quando abrimos a empresa, começámos com uma perspetiva de tentar fazer algo diferente em Portugal. Fomos crescendo, começámos a oferecer um número mais alargado de destinos e tínhamos muita receptividade, mas nunca me ocorreu que pudéssemos estar no ponto onde estamos hoje”, diz. Após 25 anos, a alegria, o entusiasmo e a entrega na arte de fazer as pessoas felizes através da viagem não esmoreceu e o objetivo continua a ser o mesmo, agora com mais destinos e muitos outros líderes de viagens, como Carla Henriques e Jorge Duarte Estevão.

Carregue na galeria para ver algumas das fotografias das viagens de grupo da Papa-Léguas.

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