Abril, estrelas mil. Se adora fenómenos nos céus — (quem não gosta?) — o melhor é começar a pensar num programa, a solo ou em família, para se afastar da cidade e fugir da poluição luminosa na próxima semana. Vem aí uma mega chuva de estrelas.
As Líridas, assim se chamam, são uns dos enxames de meteoros mais antigos entre os observados e registados pelo homem. Embora seja considerada uma chuva de estrelas menor, com uma taxa horária entre os 10 a 20 meteoros, que se deslocam a uma velocidade de 49 quilómetros por segundo. Estes são, geralmente, de grande dimensão, bastante brilhantes e deixam rastos luminosos.
Ou seja, dependendo das condições atmosféricas e tendo sorte, o espectáculo poderá ser incrível.
Este ano, o fenómeno vai acontecer entre os dias 14 e 30 de abril, com o pico de atividade máxima na madrugada de 22 para 23 (sábado para domingo), com o máximo esperado para as 05h11. À hora do pico o Sol já estará acima do horizonte, o que impossibilitará a observação de qualquer meteoro, mas em qualquer noite será possível observar meteoros.
As estrelas cadentes são causadas por pequenas partículas de poeira chamadas meteoros, ao colidir com a atmosfera da Terra. O Observatório Astronómico de Lisboa adianta que as Líridas são conhecidas desde os tempos antigos, pois há registos chineses antigos deste enxame de 687 a.C., quando cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.
O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços desenhados no céu pelas estrelas cadentes, que parecem sair dum ponto da constelação da Lira.








