Na cidade

Vem aí uma subida guiada ao incrível miradouro da Ponte 25 de Abril

Alcântara é o palco da LisbonWeek, que se prolonga até fevereiro de 2021 — e que pode também ser experienciada a partir de casa.
Foto partilhada pela Lisbon Week no Instagram.

Esta semana será a mais longa de sempre: a partir do próximo fim de semana e até fevereiro de 2020, a LisbonWeek traz à capital portuguesa cinco meses de visitas, eventos e iniciativas que pretendem mostrar, aproveitar e viver a incrível cidade de Lisboa.

Em ano de pandemia, a LisbonWeek regressa com uma programação alargada no tempo: o primeiro evento é um favorito de muitos e envolve as vistas maravilhosas da Ponte 25 de abril — e acontece já a 31 de outubro; o último irá acontecer quando já estivermos em fevereiro de 2021.

O formato desta edição pretendeu adaptar-se às condições sanitárias atuais, com visitas e eventos pensados para pequenos grupos e uma oferta alargada de conteúdos digitais: conte com transmissão de eventos em livestreaming, podcasts e entrevistas disponibilizadas no site e nas redes sociais da plataforma.

Já em termos de espaços, Alcântara é o território por excelência da LisbonWeek 20-21. Para Xana Nunes, presidente e diretora da plataforma, este ano “a LisbonWeek optou por dispersar as atividades ao longo de cinco meses, diminuir a lotação das iniciativas, criar visitas sonoras, entrevistas com os protagonistas da freguesia, transmitir eventos em livestreaming; de forma a que todos, presencialmente ou no conforto dos seus lares, possam descobrir Alcântara”.

Esta será, assim, “a versão mais intimista e exclusiva de todas as edições da LisbonWeek, com algumas experiências com acesso limitado a dez pessoas”, adianta a responsável. 

O mote desta sexta edição é o movimento e, por isso, há uma forte componente de dança em quase todos os eventos programados. Ao ser Alcântara o bairro escolhido, as cores que o marcam – o azul, o vermelho e o verde – são os eixos de exploração do território.

No eixo Azul, os passeios de barco com guia serão a melhor forma para apreciar Alcântara na sua zona ribeirinha, abrindo ainda mais perspetivas sobre a cidade. No Vermelho explora-se a relação do bairro com o passado nobre da capital portuguesa, e vai ser possível passar além da porta de grandes palácios. No eixo Verde, será possível conhecer o património natural da parte mais elevada de Alcântara, zona privilegiada da cidade na sua relação com Monsanto.

Segundo a organização, Alcântara vem do termo árabe al-qantara, que significa “ponte”, pelo que esta LisbonWeek não quer fazer apenas a referência a esta grande construção que se impõe na paisagem. “Queremos usar esta imagem da ponte como um sinal de ligação ao futuro, a uma cidade que tem, de novo, que se reinventar, agora mais lusitana outra vez, mas com a mesma luz. Há também que criar novas pontes com a cultura para todos, e agora que temos as plataformas digitais ao nosso dispor, a LisbonWeek vai aproveitá-las para que o conhecimento chegue a muitas mais pessoas”, frisa Xana Nunes.

Esta é uma co-produção com a Câmara Municipal de Lisboa e desde o passado dia de 6 de outubro que a plataforma disponibiliza conteúdos online. A programação presencial começa no próximo sábado de 31 de outubro, com uma visita guiada ao Pilar 7 da Ponte 25 de Abril, onde se estreará a primeira performance de dança da LisbonWeek.

Nos dias de 31 de outubro e 1 de novembro pode assim, nesta visita ao popular Pilar 7 acompanhada pelo historiador Pedro Sequeira, ver Lisboa como nunca a viu. O historiador contará a história de Alcântara e da ponte, enquanto lhe mostra as vistas do interior e do topo deste pilar da Ponte 25 de Abril. Em pequenos grupos de dez pessoas e de hora a hora, os visitantes assistem também, no final, a uma performance de dança na sala de espelhos.

Recorde-se que a Experiência Pilar 7 — Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril abriu em 2017 e tem como ponto alto da visita o miradouro, que fica à altura do tabuleiro da ponte, a cerca de 80 metros de altura do chão.

Uma loja com produtos únicos, uma experiência de realidade virtual para acompanhar uma equipa de manutenção da ponte e a maquete original do projeto são algumas das coisas que ali pode encontrar. Mas há mais. Uma sala com uma ilusão de profundidade atribuída pelos espelhos superiores e inferiores que a decoram, um passadiço com vista para o rio e uma experiência imersiva que lhe conta todos os pormenores da história da Ponte 25 de Abril são outras opções na Experiência Pilar 7 — que a NiT já experimentou e sobre a qual já lhe contou tudo.

As visitas especiais do próximo fim de semana vão acontecer de hora a hora, entre as 10 e as 18 horas, e custam 6,5€ por pessoa, em grupos de dez.

Quanto ao segundo evento de LisbonWeek, também já tem data marcada e programa: a 14 e 15 de novembro pode conhecer Alcântara vista do Tejo, através de um passeio de barco em catamaran. No barco à vela de 20 metros Go Mary, desenhado e construído em Portugal e recentemente chegado a Lisboa, pode contar novamente com a presença do historiador Pedro Sequeira, que lhe falará das histórias de Alcântara e da ponte, enquanto aproveita as incríveis vistas do rio.

Pode assistir ainda, no meio do Tejo, a performances de bailado que celebram a liberdade de movimentos. Estes passeios duram duas horas, acontecem às 11 horas de cada um dos dias e acontecem em grupos de 40 pessoas, o que é um terço da capacidade total da embarcação. Custam 20€ cada. Os bilhetes para ambas as experiências já estão à venda.

A LisbonWeek é uma plataforma de comunicação dos bairros de Lisboa que foi lançada em 2012. Desde então, pretende contar “histórias nunca antes contadas”, abrir novas portas e levar mais vida aos bairros através de exposições, conversas, música, arte e visitas culturais.

Ao longo de várias edições, a iniciativa ficou conhecida pelo lounge desenhado pelo arquiteto Carrilho da Graça que ocupou o Rossio em 2013, ou a exposição dedicada a Porfírio Pardal Monteiro (Alvalade, 2015); passando pela maior obra de arte urbana de Lisboa por Filipe Pantone (Lumiar); os “estúpidos” de Robert Panda (Telheiras); e o gigante corredor do Corvo de Raf (Alta de Lisboa) em 2017.

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