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Verões de cinco meses e invernos de um: sem medidas, pode ser o que espera Espanha

Estudo criou projeções para avaliar como estarão partes do mundo no final do século, se nada for feito para travar o aquecimento.
Um pior cenário.

Verões a durar cinco meses e meio, com invernos como os conhecemos reduzidos, com cerca de 30 dias, podem tornar-se o “novo normal” no final deste século em Espanha, se não forem tomadas medidas suficientes para conter as alterações climáticas.

O aviso é feito pela revista Geophysical Research Letters e citada pelo espanhol “20 Minutos“, que refere que a tendência ocorreria principalmente na região do Mediterrâneo e no planalto tibetano. Segundo o estudo realizado por oito pesquisadores de instituições da Austrália e da China, a projeção feita com base em temperaturas, é um “pior cenário”: no fundo, o que aconteceria se não fossem feitos quaisquer esforços para mitigar as alterações climáticas.

Usando modelos climáticos, os pesquisadores projetaram que, sem medidas para conter as mudanças climáticas através da redução das emissões de gases de efeito estufa, já em 2050 os verões poderiam durar quatro meses, aproximadamente de 31 de maio a 30 de setembro; e os invernos menos de dois meses (a partir de 11 de dezembro a 5 de fevereiro). A tendência aumentaria em 2100, quando um verão duraria cinco meses e meio e o inverno pouco mais de um mês, com todas as consequências para a sociedade, meio ambiente, saúde humana e agricultura que dai adviriam.

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